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Gabriela Matias, jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM:  @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/ 


A Lei nº 15.371/2026 trouxe uma mudança relevante no cenário trabalhista e previdenciário ao ampliar a licença-paternidade e instituir o chamado salário-paternidade. A nova legislação busca fortalecer a participação do pai nos primeiros dias de vida do filho e garantir maior proteção ao trabalhador durante esse período

Foto: Reprodução/Agência Brasil


A medida também reforça uma tendência do Direito brasileiro de reconhecer a importância do cuidado compartilhado dentro da família. Ao incluir o benefício no sistema previdenciário, a lei amplia a segurança jurídica e reduz incertezas nas relações de trabalho.


Como funciona a nova licença-paternidade e o salário-paternidade


A licença-paternidade é o direito do trabalhador de se afastar do trabalho após o nascimento do filho sem prejuízo da remuneração. Tradicionalmente, esse período era limitado a poucos dias, o que muitas vezes não permitia uma participação ativa nos cuidados iniciais da criança.

Com a nova legislação, o prazo passa a ser ampliado de forma progressiva, podendo chegar a até 20 dias. Essa mudança reconhece que os primeiros momentos após o nascimento são fundamentais para a formação do vínculo familiar.


Além disso, foi criado o salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante a remuneração do trabalhador durante o afastamento. Na prática, ele aproxima esse direito de outros já consolidados, como o salário-maternidade, fortalecendo a proteção social e o equilíbrio entre vida profissional e familiar.


Por que a nova lei representa uma mudança no Direito do Trabalho


A nova lei não se limita à ampliação de dias de afastamento. Ela representa um avanço na forma como o ordenamento jurídico enxerga a parentalidade.


Ao prever a remuneração durante o período de licença e incluir o benefício no sistema previdenciário, o legislador buscou evitar prejuízos financeiros ao trabalhador e padronizar o direito em nível nacional. Isso reduz conflitos e aumenta a previsibilidade nas relações entre empregado e empregador.


Outro ponto relevante é o reconhecimento do papel ativo do pai no cuidado com o recém-nascido. A legislação passa a tratar a proteção à família como uma responsabilidade compartilhada, alinhando o Brasil a modelos internacionais mais modernos.


Qual o impacto da nova licença-paternidade na prática


A ampliação da licença-paternidade e a criação do salário-paternidade reforçam um ponto essencial no Direito do Trabalho e Previdenciário: a proteção à família deve ser efetiva e equilibrada entre os responsáveis.


O entendimento mostra que não se trata apenas de ampliar o período de afastamento, mas de garantir condições reais para que o pai participe dos primeiros cuidados com o filho, sem sofrer prejuízo financeiro.


De acordo com o advogado especialista Dr. João Valença, do VLV Advogados, “a ampliação da licença-paternidade e a criação do salário-paternidade representam um avanço importante na proteção social, pois reconhecem o papel do pai na formação do vínculo familiar e reduzem desigualdades nas responsabilidades parentais”.


Para o trabalhador, a mudança amplia direitos e possibilita maior presença no início da vida da criança. Já para o empregador, reforça a necessidade de adaptação às novas regras, promovendo relações de trabalho mais equilibradas e alinhadas com a legislação atual.


Esse cenário mostra que a licença-paternidade passa a ter um papel mais relevante no ordenamento jurídico brasileiro, exigindo análise técnica para compreender corretamente sua aplicação em cada caso concreto.


Com informações de publicações em diversos sites, com https://vlvadvogados.com/licenca-paternidade/ e site de notícias: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/L15371.htm



 

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


Você busca noites de sono reparadoras e a fluidez da prosperidade em sua vida? A resposta pode estar na simplicidade sagrada das plantas, em uma prática que ecoa o conhecimento ancestral dos Orixás. Colocar uma folha de louro debaixo do travesseiro é mais que uma receita caseira; é um ato ritualístico, um diálogo terno com Ewé Ayé (as folhas da terra), sob a vigilância sábia de Ọ̀sányìn, o senhor de toda a medicina verde e magia botânica, e a dinâmica intermediação de Èṣù, o dono dos caminhos e da comunicação entre os mundos.


O Poder Sagrado de Ewé Ayé para o Seu Descanso


Nesta visão exotérica e enraizada no conhecimento Yoruba, a Laurus nobilis não é apenas um tempero; é uma detentora de Axé (energia vital) calmante e clarificadora. Ao colocar a folha sob sua cabeça, você está, essencialmente, criando um altar pessoal e sutil para o seu próprio Orí (sua essência espiritual e cabeça).


Aromas potentes liberados pelas folhas atuam diretamente no seu sistema nervoso central, promovendo um relaxamento imediato, mas há mais que a ciência explica. Na cosmologia Yoruba, cada planta possui um Axé específico. O louro carrega a vibração da clareza, da proteção e da elevação espiritual. É como se Ọ̀runmìlà, o Orixá da sabedoria e do oráculo, tocasse sutilmente sua mente enquanto você dorme, ajudando a dissipar as brumas da ansiedade e abrindo espaço para visões e percepções mais claras ao despertar.


Essa prática milenar atua como um escudo energético. A presença da folha no seu ambiente de repouso, sob o manto protetor de Orixás como Ọbàtálá (o Orixá da paz e do branco pura), cria uma barreira vibracional contra as tensões externas, bloqueando os influxos de Ajogun (energias negativas ou destrutivas) e permitindo que seu Orí se regenere em total tranquilidade. Muitas pessoas relatam não apenas um sono mais profundo, mas também a ocorrência de sonhos mais lúcidos e reveladores, como mensagens diretas do Ọ̀run (o plano espiritual).


O Ritual do Louro: Uma Dança de Intenção e Axé


Para ativar esse segredo sagrado, não basta apenas pegar uma folha. É preciso intenção e respeito à força da natureza, uma premissa fundamental na cultura Yoruba. Siga este ritual dinâmico e envolvente:


1. A Seleção e a Saudação: Escolha algumas folhas secas, saudáveis e visualmente íntegras. Segure-as com respeito entre as mãos. Este é o momento de saudar a força da natureza e pedir permissão a Ọ̀sányìn. Mentalmente ou em voz baixa, você pode dizer: "Agbẹ́gbẹ̀nrin gbogbo ewé k’ó ṣe" (Que a força de todas as folhas se faça presente).


2. A Ativação do Axé: Enquanto realiza respirações profundas, sentindo o aroma sutil dos óleos essenciais que começam a se libertar com o calor de suas mãos, mentalize suas intenções positivas. Invoque Èṣù para que ele leve suas mensagens e desejos aos Orixás e traga de volta as energias necessárias. Peça paz, equilíbrio, proteção para seu sono e caminhos abertos para a prosperidade (mentalize a força de Oṣun ou Ogun, dependendo do tipo de prosperidade que busca). Sinta a vibração em suas mãos. 


3. O Aconchego sob o Travesseiro: Após essa breve, porém poderosa, conexão, coloque as folhas dentro da sua fronha, do lado que você costuma encostar a cabeça. Se preferir, pode usar um pequeno saquinho de tecido natural (como algodão ou linho) para conter as folhas e o Axé. A exposição contínua ao aroma durante a noite garante que as propriedades relaxantes e energéticas sejam absorvidas gradualmente pelo seu Orí, mantendo a qualidade do sono estável e protegido.


Ao adotar essa prática com fé e respeito aos ensinamentos da cultura Yoruba, você não está apenas buscando um sono melhor. Você está se conectando com a sabedoria ancestral de Ewé Ayé, permitindo que a magia das folhas, sob a regência dos Orixás, transforme suas noites em um refúgio de paz profunda e renove suas energias para conquistar a prosperidade em todos os campos da sua vida pessoal e diária.


Àṣẹ o! (Que assim seja!)



 

Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


Imagine o cenário: um homem apontado como coordenador operacional de uma estrutura clandestina ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal. Segundo as investigações da Operação Compliance Zero, ele teria recebido entre R$ 24 e 25 milhões em repasses, com valores mensais que chegavam a R$ 1 milhão.

 

Esse homem é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nos documentos da PF como “Sicário”.

 

Desde o início, um esclarecimento é necessário: Mourão não era policial federal da ativa. As apurações o descrevem como o operador de campo da chamada “Turma”  responsável por tarefas sensíveis como monitoramento de alvos, intimidação e acesso irregular a informações sigilosas. Seu histórico inclui atividades em segurança privada informal, cobrança violenta, comércio de veículos, fraudes financeiras, ameaças, uso de documentos falsos e associação criminosa. Um executor, não um agente estatal no momento dos fatos.

 

Ainda assim, o grupo não era só de civis. Entre os investigados estava Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, o que indica a presença de expertise técnica dentro da estrutura.

 

No dia 4 de março de 2026, Mourão foi preso em Belo Horizonte. Horas depois, ainda sob custódia inicial na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, ele foi encontrado desacordado na cela.

 

A versão oficial é clara: tentativa de suicídio. Segundo a PF, ele tentou o enforcamento. O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que não havia pontos cegos nas câmeras, as imagens teriam captado toda a ação e foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, do STF. O socorro veio cerca de dez minutos depois, com reanimação pelos policiais, acionamento do SAMU e transferência para o Hospital João XXIII. A morte encefálica foi confirmada em 6 de março, e o óbito declarado às 18h55 daquele dia, conforme nota da defesa. Um inquérito interno foi aberto para apurar as circunstâncias da custódia.

 

Mesmo com a narrativa oficial, as dúvidas não se dissipam. Mourão era descrito como peça central do esquema: alguém com acesso direto a pagamentos, ordens e informações estratégicas. Em casos semelhantes, presos nessa posição frequentemente buscam colaboração premiada para reduzir penas e mudar o rumo das investigações. A decisão de um “silêncio definitivo” logo no primeiro dia de prisão soa improvável para muitos observadores.

 

O contexto da custódia amplifica os questionamentos. A morte ocorreu dentro de uma unidade da própria Polícia Federal, sob vigilância constante por câmeras. O intervalo até o atendimento, mesmo com monitoramento declarado como integral, levanta dúvidas sobre a suficiência dos protocolos para um preso de alto valor investigativo.

 

Há ainda o impacto concreto no caso. Com a eliminação física de Mourão, desaparece um elo operacional vivo, “um arquivo humano” que poderia detalhar como funcionava a “Turma”, os repasses milionários e as ligações entre os níveis da estrutura. Documentos e mensagens interceptadas continuam existindo, mas depoimentos diretos de quem coordenava o dia a dia são insubstituíveis e podem enfraquecer a consolidação de provas contra os demais envolvidos.

 

As autoridades sustentam que há registros completos, laudos e imagens que respaldam a conclusão de suicídio. Até o momento, porém, esses elementos não foram tornados públicos de forma integral, limitando a verificação independente.

 

O caso do Banco Master segue em andamento. Daniel Vorcaro permanece preso, e outras frentes da Operação Compliance Zero continuam ativas. O principal operador de campo, no entanto, nunca será ouvido.

 

O conjunto dos fatos cria um cenário no mínimo incomum: um investigado com histórico criminal, acesso privilegiado a informações sensíveis e potencial alto de colaboração morre poucas horas após a prisão, dentro de uma instalação federal monitorada.

 

A Polícia Federal afirma que tudo seguiu o protocolo. Sem a divulgação plena dos vídeos, laudos e detalhes do inquérito interno, a capacidade de confirmação externa fica restrita.

 

As perguntas permanecem no ar:

 

. O monitoramento das celas foi realmente suficiente para impedir ou detectar imediatamente uma tentativa de suicídio?


. O tempo de resposta ao incidente foi adequado para um preso de tal relevância?


. A atitude de Mourão é plenamente compatível com o perfil de um operador experiente que enfrentava prisão, mas também tinha muito a oferecer em uma eventual delação?


. O inquérito interno da PF terá independência e alcance para esclarecer todos os pontos ou ficará circunscrito à versão institucional?

 

Enquanto não houver respostas transparentes e acessíveis, o caso não se fecha. Não pela ausência de uma versão oficial, mas pela falta de elementos que permitam ao público e à imprensa conferir, de forma independente, se ela se sustenta por completo.



 
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