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  • há 17 horas

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


O dia da África, celebrado em 25 de maio, evoca globalmente a união de um continente que se levantou para reescrever sua própria história. Mas, se cruzarmos o Atlântico e pousarmos os pés em solo brasileiro, descobriremos que essa data não cabe nas páginas dos livros de história, nem se limita ao passado. No Brasil, falar de África é falar do espelho que nos reflete todas as manhãs. Ela é o fio condutor, invisível e potente, de tudo o que praticamos, sentimos e vivemos no nosso cotidiano.


Esse cordão umbilical nunca foi partido. Quando os nossos mais velhos cruzaram o oceano, trouxeram consigo a maior riqueza que nenhuma corrente pôde confiscar: a memória viva da ancestralidade. Eles plantaram o axé nas frestas das calçadas, no silêncio das roças e no calor acolhedor dos terreiros. O que hoje chamamos de cultura brasileira é, em essência, a resistência negra que insistiu em germinar, transformando o sagrado em um território de cura e de comunidade.


Essa força transborda os muros dos terreiros e inunda as ruas. Ela está na nossa boca, nas palavras de afeto que usamos diariamente; está no cheiro e no aconchego da nossa culinária rústica e afetiva; e pulsa, sobretudo, no compasso do nosso corpo. O samba, o jongo e a batida que faz o povo dançar carregam em seu DNA a estrutura pollirritmia dos tambores ancestrais. O corpo brasileiro balança porque traz o coração alinhado ao toque do atabaque.


Celebrar essa herança no nosso dia a dia é um ato de justiça, de afeto e de soberania espiritual. Significa reconhecer que a nossa espiritualidade se manifesta na natureza, no respeito aos mais velhos e na certeza de que ninguém caminha sozinho. Olhar para a nossa rotina com esse orgulho é entender que a matriz africana é a espinha dorsal da nossa identidade. Nós somos porque eles foram, e é honrando esse solo sagrado que garantimos a força para caminhar de cabeça erguida, hoje e sempre.



 

Se foste chamado à luz

Da grande revelação,

Lembra, amigo, que a doutrina

É o pensamento cristão.


Fenômenos, teorias,

Ciências daquilo ou disto,

Já eram velhos no mundo,

Bem antes de Jesus Cristo.


“Nada novo sob o sol”

Dizia já Salomão.

Toda a grande novidade

Inda é a nossa imperfeição.


Capacita-te, portanto,

Que a tua necessidade

É a de aplicar o Evangelho,

Por tua felicidade.


Não há Espíritos guias,

Nem mensageiros do Além

Que façam mais que Jesus

Na santa lição do Bem.


Se já escutaste no mundo

A doce voz dos Espaços,

Corrige o teu coração,

Regulariza os teus passos.


O Além não se comunica

Tão só para o teu agrado,

Mas a fim de que realizes

O ensino do Mestre Amado.


Não peças muito aos teus guias

Completa orientação,

Por serem desencarnados,

Não vivem na perfeição.


O esforço próprio é uma lei

Das mais nobres que há na vida;

A morte não representa

Liberdade redimida.


Restringe as tuas perguntas

No instante de tuas preces.

Não sabes o que desejas

Mas Deus sabe o que mereces.


Cumpre sempre os teus deveres,

Trabalho e realização

São das preces mais sublimes

De tua religião.


Para as horas de amargura,

Para as dúvidas da sorte,

O Evangelho é a luz da vida

Que esclarece além da morte.


No desempenho sagrado

De tua excelsa missão,

Não te afastes da tarefa

De paz e de redenção.


Não te percas no caminho.

És bem o trabalhador

De quem Jesus vive à espera

Dos testemunhos de amor.


Casimiro Cunha

Livro: Cartas do Evangelho e outros poemas - 1940.


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus 


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POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


A recente decisão da Suprema Corte italiana que negou a extradição e determinou a soltura de Carla Zambelli abre um importante (e perigoso) precedente quanto à readmissão da aplicação da Lei Magnitsky a algumas autoridades brasileiras que atuaram em todo o esquema ilegal que resultou na iniciativa de Zambelli em buscar refúgio na Itália. E quando o digo "perigoso", o faço em menção aqueles que, decerto, terão de novamente enfrentar as duras consequências da Lei Magnitsky.

 

Carla Zambelli tem cidadania italiana e, estando ciente de todos os abusos e ilegalidades cometidas pelo ainda ministro do STF, Alexandre de Moraes, escudado pelo também (e ainda) Procurador Geral da República, Paulo Gonet, antes que fosse presa pela Polícia Federal - sob às ordens de Moraes, não restou a ela outra opção senão a de ir para a Itália.


 

E mesmo estando na Itália, Carla Zambelli foi perseguida por Alexandre de Moraes; tanto o foi que estava presa, aguardando o desfecho de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro à República italiana.

 

O resultado disso tudo é que Carla Zambelli não será extraditada para o Brasil e por ordem da mesma Suprema Corte italiana foi posta em liberdade.

 

Carla Zambelli está livre!

 

Agora, com a recente decisão da Suprema Corte Italiana que reconheceu todas os abusos e ilegalidades cometidas contra os direitos fundamentais da pessoa humana de Carla Zambelli, o que inclui violações ao devido processo legal e à garantia do efetivo contraditório; e isso está reconhecido pela mais alta instância da justiça italiana, abre-se um novo precedente para que tanto o Estado Brasileiro, quanto diversas autoridades do Poder Judiciário e também do Ministério Público Federal sejam novamente denunciados perante ao órgão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na OEA, quanto (novamente) perante ao Secretário de Estado do governo dos EUA.

 

É que a Lei Magnitsky - uma lei norte-americana utilizada para punir agentes públicos que cometam atentados às públicas liberdades cidadãs e aos direitos fundamentais da pessoa humana em todo o mundo, e que já foi recentemente utilizada para punir autoridades brasileiras em razão de atentar contra cidadãos norte-americanos (dentro do território norte-americano) e contra os direitos humanos de brasileiros e que resultaram em sanções (punições) às pessoas e também às famílias do Ex ministro do STF, Luis Roberto Barroso, ao Procurador Geral da República e ao próprio (e ainda) ministro Alexandre de Moraes voltem a ser aplicadas em razão de todo o escançar das graves violações dos direitos materiais e processuais de Carla Zambelli.  

 

E qualquer um - qualquer cidadão, pode fazer isso.

 

Como nem mesmo a OAB, que possui como múnus institucional, promover, lutar e defender a primazia dos direitos fundamentais da pessoa humana vem fazendo isso a contento, caberá aos cidadãos fazê-lo.

 

Será preciso - novamente e tantas outras vezes quantas se fizerem necessárias, denunciar aqui dentro e lá fora os abusos dos tiranos togados e seus asseclas, como se tem revelado na pessoa do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, tudo aquilo que atente contra o Estado de Direito e contra todas as conquistas da Civilização Ocidental Judaico-Cristã.



 
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