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Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


Neste 13 de maio, as correntes que por 388 invernos tentaram amordaçar nossa alma finalmente se tornam o ferro que forja nossas ferramentas de luta. Somos herdeiros de um tempo de desumanização, mas hoje, baixamos em terra para recontar nossa própria história, preenchendo as lacunas do silêncio com o toque do atabaque da sobrevivência. Celebramos a resistência daqueles que, com o pé descalço, firmaram o passo contra o cativeiro, deixando um rastro de luz que o Ministério da Igualdade Racial agora segue, erguendo o congá da liberdade, da igualdade e do bem-viver comunitário.


O solo brasileiro foi o último a soltar os grilhões no Ocidente. Por séculos, fomos o epicentro de uma noite escura chamada escravidão. Erguida sobre o lodo do racismo religioso, nossa sociedade tentou apagar a chama das matas e o brilho dos búzios. No amanhecer da abolição, enquanto a branquitude se banhava em privilégios, o Código Penal de 1890 tentou dar um "nó" em nossa cultura: criminalizaram nossa capoeira, nosso samba e o sagrado das nossas macumbas, temendo que o espírito de Palmares voltasse a baixar em cada esquina.


Sob o peso de um "racismo científico" que tentou ler maldade em nossos traços, fomos empurrados para os presídios — as novas senzalas de concreto. A dor que antes ecoava no tronco, hoje ressoa no cárcere, onde a falta de dignidade é uma ferida aberta que o próprio Supremo Tribunal já reconheceu. É a continuidade de um estado desumano que insiste em não ver nossa humanidade.


Mas nós somos semente de Aroeira: quanto mais batem, mais fortes ficamos. Sobrevivemos ao projeto de branqueamento que tentou lavar nossa história nas salas de aula. Hoje, refundamos esta democracia enegrecendo os fatos, sacudindo a poeira e deslegitimando as vozes que pregam nossa inexistência.


A criação do Ministério da Igualdade Racial não é apenas uma canetada; é um compromisso inegociável, um ponto riscado na história para enfrentar as demandas do racismo. É a política pública feita com o axé de quem entende que raça, gênero e classe caminham juntos, como fios de uma mesma guia.


Ao tornarmos constitucional a Convenção Interamericana contra o Racismo, firmamos nossa caminhada sob a lei do antirracismo. Não é mais opção; é determinação. O sistema de justiça deve nos tratar com a dignidade devida aos filhos de reis e rainhas, pois só a justiça equânime garante nossa plena humanização.


O Brasil retoma seu protagonismo ao propor o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 18. É o nosso clamor internacional para interromper o ciclo de violência. Queremos entender as raízes da desigualdade no cárcere para arrancá-las de vez. A reparação deve ser proporcional à dor, e a promessa deve ser sagrada: que o horror nunca mais se repita.


Fortalecendo sua missão ancestral, o MIR renova seu pacto neste Dia de Luta. Orientados pelos velhos guias da justiça racial, buscamos quebrar a herança colonial e assentar uma democracia onde o bem-viver seja a lei e o respeito seja o altar. Que os nossos passos futuros sejam guiados pela luz de quem veio antes, para que o amanhã seja, enfim, terra de liberdade. 


Axé para quem é de Axé. Justiça para quem é de Luta!



 

Ruge na Terra tormenta renovadora.


O mundo social assemelha-se a grande cidade hesitando nos fundamentos.


O colapso de valores seculares da civilização, embora exprima ansiedade pelo que é novo, lembra a destruição de antigo cais, efetuada imprudentemente, sem construções que o substituam.


A licença desafia o conceito de liberdade.


A indisciplina procura nomear-se como sendo revisão de conduta.


É a tempestade de transição englobando lutas gigantescas e necessárias.


No entrechoque das paixões e das sombras, a missão espírita há de ser equilíbrio que sane a perturbação e luz que vença as trevas.


Para isso, se trazes o coração alerta na obra criativa e restauradora, recorda que não se te pedem exibições de grandeza na ribalta da experiência.


Sê a frase calmante que diminui a aflição ou o copo de água simples que alivie o tormento da sede.


Inumeráveis são as lágrimas, não as aumentes. Enormes são os males, não os agraves.


Problemas enxameiam em toda parte, não os compliques.


Sofrimentos abarrotam caminhos, não lhes alargues a extensão.


Conflitos obscurecem a vida, em todos os setores, não os estendas.


Muita vez, perante as dificuldades dos tempos novos, solicitas aviso e rumo do Plano Superior para o seguro desdobramento dos deveres que te cumpre desempenhar. E, sem dúvida, os poderes da Vida Maior não te recusarão esclarecimento e roteiro.


Entretanto, é justo ponderar que, se esperamos pelas Forças Divinas, as Forças Divinas igualmente esperam por nós.


Saibamos, consequentemente, prestigiá-las e acolhê-las, em nossa área de trabalho e de ideal, estimulando a sementeira da paz e fortalecendo o serviço de elevação.



LIVRO: MÃOS UNIDAS


Autor Espiritual: Emmanuel

Médium: Chico Xavier

Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus


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Instagram: @mariamaedejesusne

Youtube: @mariamaedejesusne



 

ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA - Radialista Profissional (RPR 3204/BA), Jornalista Profissional (MTE 45005/RJ), Teólogo, Gestor de Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração e Pós-Graduado em Ciências Políticas.


RESUMO

Este estudo apresenta uma abordagem técnico-científica acerca da tatuagem como fenômeno biopsicossocial, histórico e simbólico, articulando referenciais da antropologia, teologia, psicologia, medicina legal e ciências sociais. Metodologicamente, trata-se de revisão bibliográfica de caráter exploratório e qualitativo, fundamentada em literatura especializada e fontes clássicas sobre o tema. Busca-se analisar a tatuagem enquanto modificação corporal permanente, suas interfaces culturais, psicológicas e religiosas, bem como seus possíveis significados sociais e subjetivos. O estudo propõe uma reflexão crítica baseada em evidências e referenciais acadêmicos, afastando-se de juízos meramente confessionais ou opinativos.


Palavras-chave: Modificação corporal. Tatuagem. Antropologia. Psicologia. Bioética. Religião.


INTRODUÇÃO - 1


A tatuagem tem sido objeto crescente de investigação em campos como antropologia, sociologia, psicologia, medicina e estudos culturais, sendo compreendida contemporaneamente como prática de modificação corporal dotada de múltiplas funções simbólicas, identitárias e psicossociais.


Do ponto de vista científico, o fenômeno extrapola abordagens estéticas, envolvendo dimensões neuropsicológicas, comportamentais, culturais e até bioéticas. Nesse contexto, este artigo propõe uma análise interdisciplinar em perspectiva técnico-científica, complementada por discussão teológica enquanto recorte específico.


2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLOGIA


Trata-se de estudo de revisão bibliográfica narrativa, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, construído a partir de literatura em antropologia do corpo, psicologia analítica, medicina legal, criminologia clássica e hermenêutica bíblica.


A análise utiliza abordagem interdisciplinar para compreender a tatuagem como fenômeno social complexo, evitando reducionismos moralistas ou biologicistas.


3 ORIGEM E CONCEITO DE TATUAGEM


Este artigo analisa a tatuagem sob perspectivas teológica, histórica, psicológica e criminológica, buscando compreender seus significados e implicações culturais, sociais e religiosas. A pesquisa aborda a origem da prática da tatuagem, suas representações simbólicas, interpretações bíblicas relacionadas à escarificação e às marcas corporais, bem como leituras oriundas da psicologia, psicanálise e medicina legal. O estudo propõe uma reflexão crítica sobre a decisão de modificar o corpo por meio da tatuagem, especialmente no contexto da fé cristã, sem caráter condenatório, mas informativo.


Palavras-chave: Tatuagem. Cristianismo. Escarificação. Simbolismo. Psicologia.


INTRODUÇÃO - 2


A tatuagem constitui uma das formas mais antigas de modificação corporal, presente em diferentes civilizações e culturas ao longo da história. Embora atualmente seja amplamente associada à estética, identidade e expressão pessoal, seus significados históricos e simbólicos são diversos e complexos.


No campo religioso, sobretudo no cristianismo, a prática suscita debates doutrinários e éticos. Este artigo busca discutir o tema a partir de uma abordagem interdisciplinar, reunindo fundamentos bíblicos, dados históricos e interpretações psicológicas e socioculturais, a fim de oferecer subsídios para reflexão consciente sobre a prática.


4 ORIGEM E CONCEITO DE TATUAGEM


A palavra “tatuagem” possui origem polinésia, derivada dos termos tatou, tattow ou tatahou, associados a “marcas sobre o corpo”. Sua introdução no Ocidente é atribuída ao navegador inglês James Cook.


Embora a terminologia seja relativamente recente, a prática é antiquíssima. Registros arqueológicos indicam a presença de tatuagens no Egito entre 4000 a.C. e 2000 a.C., bem como entre povos da Polinésia, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e entre os maoris, frequentemente associadas a rituais religiosos e identitários.


Tecnicamente, a tatuagem consiste na introdução subcutânea de pigmentos por meio de agulhas, formando marcas permanentes na pele.

Imagens IA


5 A TATUAGEM NA PERSPECTIVA BÍBLICA E TEOLÓGICA


Sob a perspectiva cristã, a discussão sobre tatuagens frequentemente recorre a textos bíblicos como Deuteronômio 14:1-2 e levítico 19:27-28, em que práticas de escarificação e marcas corporais aparecem relacionadas a rituais pagãos e cultos funerários.


Esses textos são interpretados por alguns teólogos como advertências contra práticas associadas à idolatria e ao paganismo, e não necessariamente como proibição universal de qualquer marca corporal contemporânea. Ainda assim, em certos segmentos cristãos, compreende-se que o corpo, visto como templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), deve ser preservado sem modificações voluntárias.


Outros textos frequentemente mobilizados no debate incluem:


1 Coríntios 10:23: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm.”

2 Coríntios 5:17: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é.”

1 Samuel 15:22: “Obedecer é melhor do que sacrificar.


A partir dessas referências, muitos cristãos compreendem a decisão sobre tatuar-se como questão que exige discernimento espiritual, consciência e coerência com princípios de fé.


6 ESCARIFICAÇÃO: DISTINÇÕES E CONTEXTOS


A escarificação diferencia-se da tatuagem por consistir na produção intencional de cicatrizes decorativas por cortes ou remoção de pele, formando relevos e desenhos permanentes.

Imagem de escarificação


Historicamente, esteve associada a ritos tribais, pertencimento social, espiritualidade e passagem para fases da vida. No contexto bíblico, é frequentemente mencionada em associação às práticas dos cananeus, sendo objeto de proibição para o povo hebreu.


Essa distinção é relevante para evitar interpretações anacrônicas que equiparem automaticamente tatuagem contemporânea e escarificação ritual antiga.


7 TATUAGEM, PSICOLOGIA E PSICANÁLISE


Do ponto de vista psicológico contemporâneo, tatuagens podem relacionar-se a processos de construção identitária, autorrepresentação, ressignificação de experiências traumáticas e expressão simbólica do self.


Estudos em psicologia clínica e psicanálise sugerem que inscrições corporais podem assumir funções de elaboração psíquica, pertencimento grupal e regulação subjetiva.


Sob perspectiva neurocomportamental, também há pesquisas que associam modificações corporais a traços de personalidade, busca por singularidade e comportamentos de autoexpressão.


Sob o olhar psicológico, a tatuagem pode estar relacionada à construção identitária, expressão de memórias, pertencimento social, elaboração simbólica de experiências e desejo de singularização.


A psicanálise compreende, em algumas abordagens, a tatuagem como manifestação simbólica de conteúdos subjetivos, podendo representar desejos, perdas, traumas ou marcas de experiências significativas.


Nesse sentido, a imagem tatuada pode ultrapassar o aspecto estético, funcionando como linguagem do inconsciente ou inscrição subjetiva no corpo.


8 A TATUAGEM NA MEDICINA LEGAL, BIOSSEGURANÇA E CRIMINOLOGIA


Além de dimensões simbólicas, a literatura científica aborda riscos e aspectos sanitários associados à tatuagem, como biossegurança, reações alérgicas, processos inflamatórios, infecções e eventuais complicações dermatológicas.


Nesse campo, protocolos de assepsia, esterilização, composição de pigmentos e vigilância sanitária constituem aspectos relevantes para análise técnica do fenômeno.


Na criminologia clássica, Cesare Lombroso associou a tatuagem a elementos de identidade grupal, religiosidade, impulsos simbólicos e, em determinados contextos, à marginalidade.


Na medicina legal, Hélio Gomes apresenta classificações temáticas das tatuagens, entre elas:


Belicosas ou militares;

Amorosas ou eróticas;

Religiosas;

Sociais

Profissionais;

Históricas;

Patrióticas;

Inscrições comuns.


É importante observar que leituras criminológicas históricas precisam ser contextualizadas, evitando generalizações estigmatizantes incompatíveis com a compreensão contemporânea da tatuagem como prática amplamente difundida.


9 SIMBOLISMO E SIGNIFICADOS CULTURAIS


Um aspecto relevante da tatuagem está em sua dimensão simbólica. Muitos símbolos carregam significados diversos segundo contextos religiosos, culturais, sociais e, por vezes, criminais.


Assim, a escolha de imagens, signos ou inscrições exige pesquisa e consciência sobre possíveis interpretações atribuídas ao símbolo escolhido.


Mais do que uma questão estética, a tatuagem pode representar identidade, pertencimento ou adesão simbólica a determinadas narrativas culturais.


10 DIMENSÕES ÉTICAS, BIOÉTICAS E RELIGIOSAS


A questão não possui consenso absoluto no meio cristão.


Algumas correntes compreendem a prática como incompatível com princípios bíblicos; outras a tratam como matéria de consciência individual, desde que não envolva idolatria, vaidade excessiva ou afronta a valores cristãos.


Nessa perspectiva, a pergunta central desloca-se de “é permitido ou proibido?” para “essa decisão glorifica a Deus e está em harmonia com minha consciência e fé?”.


Tal reflexão remete à ética cristã da responsabilidade, discernimento e liberdade orientada por princípios espirituais.


11 CONSIDERAÇÕES FINAIS


A tatuagem é fenômeno multifacetado que envolve história, religião, subjetividade, cultura e identidade.


Sob o viés teológico, o tema exige cuidado hermenêutico e prudência, evitando tanto condenações simplistas quanto relativizações acríticas.


Sob a ótica social e psicológica, trata-se de prática que pode expressar memória, pertencimento e construção simbólica do eu.


Conclui-se que a decisão de se tatuar, especialmente para pessoas de fé, deve ser precedida por reflexão madura, conhecimento e consciência acerca dos significados e implicações envolvidos.


REFERÊNCIAS

 

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: o cuidado de si.

LE BRETON, David. Antropologia do corpo e modernidade.

FREUD, Sigmund. Obras completas (referências sobre simbolização e corpo).

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos.

ANVISA. Normativas sobre biossegurança e pigmentação intradérmica.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução Almeida Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

GOMES, Hélio. Medicina Legal. 21. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.

LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. São Paulo: Ícone.

OLIVEIRA, Robérico Silva de. O que é e o que significa tatuagem? Artigo original.


Fontes complementares sobre escarificação e simbolismo de tatuagens consultadas para contextualização histórica e cultural.




 
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