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POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


A importância de ser macho resta clarificada na frase dita por uma mãe ao seu filho durante a rendição de Granada. 

  

Granada foi governada pelos muçulmanos de 1238 a 1492 e quando foi retomada pelos cristãos em 2 de janeiro de 1492 - após a assinatura de um tratado em novembro de 1491, no instante em que a cidade era entregue aos reis Fernando e Isabel, o sultão Boabdil - Abu Abud Aliah, teria chorado amargamente sobre uma colina por perder a cidade que marcava a presença muçulmana na Península Ibérica.  

  

Granada era tida como uma fortaleza inexpugnável e por isso, impossível de ser tomada em razão de investidas externas. 

  

Porém, um cerco militar foi feito e as pessoas que moravam nas vilas ao redor da cidade foram buscar abrigo dentro dos muros. 

  

Como a campanha militar espanhola se deu no verão europeu, muito não tardou para que o calor, o confinamento e a impossibilidade de receber recursos - comida e água, inclusive, fez com que a fome, a sede e doenças fossem, pouco a pouco, minando o moral das tropas de Boabdil e colocando a população sob severas condições de sobrevivência.  

  

Vencidos pela fome, pela sede e exauridos em suas forças, não houve outra opção senão a de capitular e aceitar os termos e condições impostas pelos vencedores. 

  

O cerco à Granada durou dez anos, de 1482 a 1492, e extremo limite da resistência muçulmana se deu em finais do ano de 1491, quando foi assinado um tratado de rendição e estipuladas as condições de entrega da cidade aos reis espanhóis e aos seus exércitos.  

  

Enquanto saia da cidade, o sultão teria dito que naquele dia um homem chorava para que uma mulher (a Rainha Isabel) pudesse governar.  

  

Foi neste instante que a mãe de Boabdil disse a seu filho: 

  

"Não chore feito mulher sobre algo que você não conseguiu defender como homem!" (...) 

  

E assim terminou a era de domínio do Islão na Península Ibérica. 



 

Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS



O caso Banco Master deixou de ser apenas um escândalo financeiro. Tornou-se um teste direto para a credibilidade das instituições brasileiras, especialmente do Supremo Tribunal Federal. O banco foi liquidado pelo Banco Central após indícios de fraudes contábeis, operações sem lastro e um rombo estimado entre R$ 17 bilhões e R$ 40 bilhões. Diante desses números, o esperado seria uma apuração técnica, firme e transparente. 

  

O cenário mudou quando a Polícia Federal encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, mensagens que mencionam diretamente o ministro Dias Toffoli, então relator do caso no STF. A PF comunicou o presidente da Corte, Edson Fachin, e pediu a suspeição do ministro, alegando possível comprometimento de sua imparcialidade. 

  

O relatório aponta mensagens sobre transferências financeiras à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio. As conversas tratam de negociações envolvendo o resort Tayayá, empreendimento ligado à família do ministro. Um fundo relacionado ao Banco Master teria adquirido participação no negócio, o que, segundo a PF, pode configurar conflito de interesses. 

  

Também há registros de ligações telefônicas, convite para evento social e mensagens com tom de proximidade entre o banqueiro e o ministro. Embora o conteúdo das chamadas não tenha sido divulgado, a frequência e o contexto levantaram dúvidas sobre a neutralidade do relator. O nome de Toffoli aparece explicitamente em diálogos extraídos dos aparelhos, o que fundamentou o pedido formal de suspeição com base na Lei Orgânica da Magistratura e no regimento interno do STF. 

  

O relatório, com cerca de 200 páginas, foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF ao presidente do Supremo. Fachin abriu procedimento interno, notificou Toffoli para apresentar defesa e compartilhou o material com os demais ministros. 

  

Em nota pública, o gabinete de Toffoli classificou o pedido como baseado em “ilações”. O ministro negou amizade ou recebimento de valores, afirmou que sua participação societária era declarada e questionou a legitimidade da PF para requerer suspeição, por não ser parte no processo. Prometeu resposta formal, mas não detalhou o teor das mensagens. 

  

A pressão institucional aumentou nos dias seguintes. Toffoli deixou oficialmente a relatoria do caso, após reunião com os demais ministros do STF. A Corte divulgou nota afirmando que não havia fundamento jurídico para declarar sua suspeição, mas a saída da relatoria foi interpretada como tentativa de reduzir a tensão e preservar a imagem do tribunal. 

  

O processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que agora terá de decidir se mantém o inquérito no STF ou se remete partes relevantes à primeira instância. A decisão será crucial para definir os rumos do caso e o alcance das investigações. 

  

Paralelamente, a crise pode ganhar nova dimensão. Informações divulgadas na imprensa indicam que a Polícia Federal prepara outro relatório que mencionaria o ministro Alexandre de Moraes. O documento, ainda não oficializado no STF, reuniria mensagens extraídas do celular de Vorcaro e referências a um contrato envolvendo a esposa do ministro. Se confirmado, o novo relatório ampliará o impacto institucional do caso. 

  

O episódio vai além das suspeitas individuais. Ele coloca em discussão o papel do Supremo como guardião da Constituição e a necessidade de preservar não apenas a legalidade, mas a confiança pública. Em tribunais superiores, não basta ser imparcial. É preciso demonstrar, de forma clara e transparente, que não há conflito de interesses nem zonas de proteção. 

  

Quando uma investigação alcança a cúpula do Judiciário, a resposta não pode ser corporativa nem defensiva. Precisa ser institucional, fundamentada e aberta ao escrutínio público. O que está em jogo não é apenas o destino de um processo bilionário, mas a credibilidade do próprio Supremo diante da sociedade. 



 
  • há 2 dias

JOSÉ WALTER PIRES  

SOCIÓLOGO, ADVOGADO, POETA, CORDELISTA E ESCRITOR  

MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL 


Eu já IA me esquecendo 

Que nasci lá no sertão 

Vendo o sol nascer, se por 

Pés descalços sobre o chão 

Nas pocinhas de xixi 

Desenhando um coração.  

  

Eu já IA me esquecendo 

Que plantava o que comia 

Que fugia do escuro 

E, com fome até sorria, 

Dormia olhando pro céu 

Enquanto a lua sumia. 

  

A nuvem vinha, mas IA 

Demorava um bocadinho... 

Assim que a lua voltava 

Meu chão alumiaria. 

Graças a Deus clareou, 

Credo, escuro, ave maria. 

  

Eu sei que são novos tempos 

Mas não irIA entender 

Se não fosse a intenção 

De quem criou sem saber. 

"Cante e escreva pra mim, 

Faça o que eu não sei fazer". 

  

Inspire-me nesse vácuo 

Infinito do esdrúxulo, 

Exercito-me dormindo 

Um, dois, três olhe meu músculo! 

Esse planeta é exótico, 

Sem mar, céu ou crepúsculo. 

  

Abra-se, abra, cadabra... 

Faça de mim um lacônico, 

Um pintor celestial, 

Um escritor faraônico, 

Um cantor estonteante 

Um fotógrafo icônico. 

  

Hoje eu vejo o que não vIA 

Agora eu sou imortal, 

Ganhei poderes divinos 

Faço o bem e faço o mal, 

Sou a própria Inteligência 

Do mundo Artificial. 

  

MOTE:: Beto Brito, ´poeta paraibano/ABLC 

  

É verdade, meu amigo 

Nesse tempo ninguém IA 

Andando na mesma trilha 

Dia e noite, noite e dia 

Como destino traçado 

Do nosso mundo atrasado 

Porque não tinha outra via. 

Hoje tudo transformou-se 

Numa pressa desregrada 

De uns engolindo os outros 

Numa guerra declarada 

Deste mundo cibernético 

Em movimento frenético 

E pela IA comandada. 

Não adianta fugir 

Em frente a realidade 

Estamos todos sujeitos 

A essa tal moderdidade 

Em que a nossa inteligência 

Tem uma nova tendência 

Que não traz felicidade. 

Ou será o apocalipse 

Como na previsão bíblica 

Do mundo chegando ao fim 

Que até Deus não explica 

Com a sua onisciência 

Contrapondo-se á Ciência 

Porém calado Ele fica. 

O homem já virou "Deus" 

Com seu extremo poder 

Estamos em tempos de IA 

Sem nada nos proteger 

Todos por conta do cão 

Neste mundo em convulsão 

É mudar ou perecer. 

Você bem conceituou 

O nosso mundo atual 

Verdadeiro pandemônio 

Com tudo artificial 

Destino do ser humano 

Por esse mundo profano 

Não sei se por bem ou mal. 

De minha parte lhe confesso 

Que perdi toda a esperança 

Em ver um mundo melhor 

Que traga paz e bonança 

Com solidariedade 

Dentro da diversidade 

Numa mais justa mudança. 

  

GLOSA: José Walter Pires cordelista de Brumado - ABLC 



 
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