
Por ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA
Teólogo, Gestor em Teologia, Bacharel em Administração, Psicanalista Clínico, Pós-graduado em Psicologia Clínica e Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204, Jornalista Profissional MTE/RJ 45005.
EDUCAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E SUPERAÇÃO DA DEPENDÊNCIA
Introdução: informação é o primeiro passo para a prevenção
O consumo de drogas lícitas e ilícitas constitui um importante desafio para a saúde pública, as famílias e a sociedade. Seus impactos podem alcançar a saúde física, o equilíbrio emocional, as relações familiares, a vida profissional e a convivência social.
Prevenir o uso problemático de substâncias exige mais do que advertências e proibições. É necessário investir em educação, diálogo familiar, fortalecimento emocional, informação científica e acesso ao tratamento.
Uma questão fundamental deve orientar nossa reflexão: por que algumas pessoas desenvolvem uma relação de dependência com determinadas substâncias, enquanto outras não?
A resposta envolve múltiplos fatores, como predisposição biológica, condições psicológicas, experiências traumáticas, contexto social, influência de grupos, disponibilidade das substâncias e padrões de consumo. Por isso, a dependência não deve ser interpretada simplesmente como falta de caráter ou de força de vontade.
Compreender o problema é essencial para prevenir, acolher e ajudar quem precisa reconstruir sua vida.
1. O QUE SÃO DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS?
As drogas são substâncias capazes de modificar determinadas funções do organismo, incluindo a atividade cerebral, a percepção, o humor, o comportamento e o estado de consciência.
Drogas lícitas são aquelas cujo uso ou comercialização é permitido por lei, dentro de determinadas condições. Entre elas estão o álcool, a nicotina e medicamentos que atuam no sistema nervoso central. A legalidade, entretanto, não significa ausência de riscos.
Drogas ilícitas são substâncias cuja produção, comercialização ou posse é proibida ou restringida pela legislação aplicável. Exemplos incluem cocaína e determinadas apresentações de outras substâncias psicoativas.
É importante compreender que os riscos variam conforme a substância, a quantidade consumida, a frequência, a forma de utilização, as condições de saúde e a associação com outras drogas.
O uso inadequado de medicamentos também merece atenção. Substâncias prescritas por profissionais de saúde podem causar dependência ou efeitos adversos quando utilizadas sem orientação, em doses diferentes das indicadas ou por períodos inadequados.
2. COMO O CONSUMO PODE EVOLUIR PARA A DEPENDÊNCIA?
Nem toda pessoa que experimenta uma substância desenvolverá dependência. Entretanto, o uso repetido pode, em determinadas circunstâncias, produzir alterações nos mecanismos cerebrais relacionados à recompensa, à motivação, à aprendizagem e ao controle dos impulsos.
Com o tempo, algumas pessoas passam a sentir uma necessidade intensa de consumir a substância, apresentam dificuldade para reduzir ou interromper o uso e continuam consumindo apesar das consequências negativas.
Entre os sinais de alerta estão:
Perda de controle sobre a quantidade ou a frequência do consumo.
Desejo intenso de consumir a substância, conhecido como fissura.
Necessidade de quantidades maiores para obter efeitos semelhantes, em alguns casos.
Sintomas físicos ou emocionais quando o consumo é reduzido ou interrompido.
Abandono de atividades, responsabilidades ou relacionamentos importantes.
Continuidade do consumo mesmo diante de prejuízos à saúde, à família ou ao trabalho.
Reconhecer esses sinais precocemente permite buscar ajuda antes que os prejuízos se agravem.
“O usuário de hoje, será o viciado de amanhã”. Robérico de oliveira (Psicanalista, Pós-graduado em Psicologia Clínica).
“Vencedor Não Usa Drogas”. Edson Ferrarine (Psicólogo)








Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
Antes da saída de Flávio Bolsonaro, a sequência de eventos sustenta a leitura de que ele foi alvo de uma operação judicial acelerada. Nas vésperas do segundo turno, teria sido preparada uma operação de busca e apreensão com dezenas de mandados ligados a investigações que citavam o advogado Willer Tomaz. A Procuradoria Geral da República, no entanto, não autorizou a medida naquele momento. No debate da Band, em dezoito de outubro, Lula disse a Flávio, diante das câmeras, que ele perderia a imunidade parlamentar e que “muitos inquéritos agora vão andar”, uma frase lida por adversários como aviso explícito de que a derrota eleitoral traria consequência jurídica.
Na noite de vinte e cinco de outubro, sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória de Lula, Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Flávio, proibiu sua saída do país e cortou seu contato com Willer Tomaz. No dia seguinte, após Flávio visitar o pai em prisão domiciliar, a Polícia Federal o intimou com prazo para entregar os documentos. Segundo a cronologia dos apoiadores, o prazo não foi cumprido e os passaportes, comum e diplomático, acabaram cancelados.
O temor central é o seguinte: entregues os passaportes, Moraes disporia de Flávio sem a proteção da imunidade e poderia aplicar, segundo essa leitura, um enquadramento penal moldado sob medida. Não se trata de afirmar que condenação era certa, mas de notar que a velocidade, da ameaça no debate à ordem horas após o resultado, comprimiu o tempo de defesa a praticamente zero.
Diante desse encadeamento, a saída para os Estados Unidos e o pedido de asilo político surgem, na ótica dos aliados, não como fuga, mas como a única via restante para escapar de um processo que, aos olhos deles, já tinha veredito antes da instrução.








Por JOSÉ WALTER PIRES
ESCRITO E POETA
Essa histórica expressão latina vem a calhar, após o turbulento processo eleitoral de 2026, na disputa presidencial entre o vetusto presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o neo-postulante Flávio Bolsonaro, senador da república.
Ontem, após consumadas as expectativas favoráveis ao velho presidente, com uma considerável margem de votos à frente do seu concorrente, as festivas comemorações eclodiram pelo país, dando vazão às emoções dos apoiadores do candidato eleito, com um resultado, a priori, contrário às inúmeras pesquisas realizadas. Agora, Inês é morta!
Sobre o resultado resultado, não há mais o que se fazer. E as previsíveis reações que possam advir daí, não passarão do choro dos perdedores, com as alegações ressentidas e arraigadas de argumentos que, por certo, não irão surtir os desejados efeitos.
Diante deste fato, que nada tem de inusitado, pois um dos dois combatente haveria de sair vitorioso e o outro, perdedor, sofrendo o amargor da derrota, recordei-me do episódio histórico, ocorrido em 390 a. C., quando o exército dos famosos gauleses, liderados pelo General Breno, atacou Roma, capturando toda a cidade à exceção do Monte Capitolino. Breno montou cerco contra os monte e, finalmente os romanos pediram para pagar o resgate da cidade. Breno pediu 1.000 libras, correspondente 329 kg de ouro. Premidos pela circunstância, os romanos aceiraram os termos do acordo, devidamente registrado, A Urbe condita libre, desde a fundação da cidade em 753 a. C, mas os gauleses trouxeram os próprios pesos para medidas e as balanças para o fim ensejado. Os romanos reclamaram com Breno, dizendo que os pesos estavam manipulados, favorecendo os gauleses. Breno pegou a sua espada e a lançou em cima dos pesos, exclamando: — Vee, victis! Os romanos tiveram de trazer mais ouro para contrabalançar o peso da espada. Porém, os gauleses foram derrotados antes que o resgate fosse pago.
A metáfora que nos ocorre é a que diante da derrota, as meras lamentações, quando não lastreadas em fatos concretos, não fazem qualquer efeito, passando os perdedores a se sujeitarem às imposições dos vencedores, e ao peso da espada que faz crescer o volume do ambicionado tesouro.
Como consolo: a luta continua!


























