- há 14 minutos

Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
A escola de samba Acadêmicos de Niterói levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026, abrindo os desfiles do Grupo Especial no Rio de Janeiro. Com o título “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a apresentação destacou a trajetória política do presidente, com alegorias e referências à sua origem operária.
Lula assistiu ao desfile de um camarote ao lado da primeira dama Janja, do vice presidente Geraldo Alckmin e de ministros. Em determinado momento, desceu para cumprimentar integrantes da comissão de frente. O samba enredo também incluiu críticas a setores conservadores, evangélicos e ao agronegócio, o que ampliou a repercussão política do desfile.
Partidos de oposição, como o Partido Liberal e o idPartido Novo, apresentaram representações ao Tribunal Superior Eleitoral, à Procuradoria Geral da República e ao Tribunal de Contas da União. As ações questionam possível propaganda eleitoral antecipada e eventual uso indevido de recursos públicos. O TSE rejeitou pedidos liminares antes do desfile, mas autorizou a continuidade da coleta de provas.
O governo federal negou interferência no conteúdo do enredo. Ainda assim, a participação de integrantes do governo no processo preparatório foi apontada por opositores. A primeira dama e a ministra Anielle Franco visitaram ensaios da escola, e o presidente da agremiação esteve no Palácio do Planalto em 2025. Segundo dados divulgados pela própria escola, o desfile contou com cerca de 9,6 milhões de reais em patrocínios públicos, incluindo repasses da Embratur e de administrações locais.
Na apuração, a Acadêmicos de Niterói terminou na última colocação do Grupo Especial, com 264,6 pontos, e foi rebaixada para a Série Ouro. O resultado ampliou o debate nas redes sociais e no meio político. Integrantes do governo atribuíram parte da repercussão negativa à mobilização digital de opositores, enquanto aliados classificaram as críticas como politização do Carnaval.
O desfile também provocou manifestações de lideranças conservadoras e religiosas. A ex primeira dama Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves e o senador Flávio Bolsonaro criticaram o conteúdo apresentado na avenida. Parlamentares ligados à bancada evangélica afirmaram que houve desrespeito a valores religiosos.
Nos bastidores, agendas oficiais registraram reuniões em outubro de 2025 entre representantes da escola e a ministra Gleisi Hoffmann, com participação do deputado Lindbergh Farias. Os encontros ocorreram antes do anúncio público do enredo e são citados em ações judiciais como indício de proximidade entre a agremiação e o governo.
Especialistas em direito eleitoral divergem sobre a caracterização de irregularidades. Parte avalia que a homenagem pode ser enquadrada como manifestação cultural, enquanto outros apontam possível promoção pessoal em período pré eleitoral. As investigações devem avançar ao longo do ano.
O episódio evidencia a crescente interseção entre Carnaval e disputa política no país, com desdobramentos que ultrapassam o âmbito cultural e chegam às instituições eleitorais e ao debate público nacional.






- há 1 dia

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE
A história do trânsito rodoviário no Brasil começou em 1893 com o primeiro veículo importado dos USA por Santos Dumont. Em 1897 surgiram mais dois veículos importados para José do Patrocínio e para Tobias Aguiar. Em 1898, ocorreu o primeiro acidente de trânsito no Brasil, quando Olavo Bilac, dirigindo o carro de José do Patrocínio, bateu em uma árvore e capotou. Os acidentes de trânsito no Brasil continuam e multiplicam-se na mesma proporção do aumento de veículos. O Brasil está entre os quatro países em que mais morrem pessoas no trânsito. A cada dia, o trânsito, na maioria das cidades brasileiras, intensifica-se, principalmente depois da proliferação das motocicletas, envolvidas em 75% dos acidentes. Os dados estatísticos aqui apresentados são de 2024: naquele ano, ocorreram, somente nas estradas federais brasileira, 73156 acidentes de trânsito e, no trânsito de todo país, 37150 óbitos e 84526 feridos, muitos com sequelas físicas e mentais para o resto da vida, culminando com um prejuízo da ordem de 117 bilhões de reais / ano, quando somente o SUS desembolsou, com as vítimas de trânsito, 441 milhões. E o pior, além do álcool (um dos maiores causadores de acidentes no Brasil), surgiu uma nova prática que está contribuindo muito para o aumento desses números, que é o uso de celular enquanto se dirige. A cada 5 segundos de displicência no celular, um provável acidente.
Uma coisa é certa: - acidentes não acontecem por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores de veículos e aos pedestres boa dose de responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável. Os riscos estão relacionados também com os veículos, os condutores, as vias de acesso e o ambiente. Muitas pessoas, ao verem um acidente, procuram saber quem é o culpado... Como aconteceu... Mas isso não vai melhorar a situação no que diz respeito à prevenção de acidente de trânsito. A única maneira de se tirar algum proveito do acidente de trânsito é aprender como agir para evitar que ele se repita. Pouco importa saber quem é o culpado, mas quem poderia ter evitado o acidente. Não adianta estar certo, e envolver-se num acidente. O importante é não se acidentar e, para isso, é preciso dirigir sempre na defensiva, de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas dos outros e das condições adversas existentes.
Um motorista ou motociclista ou ciclista que pratica direção defensiva é pouco provável que se envolva em um acidente de trânsito. O básico é ter CONHECIMENTO, HABILIDADE, MANTER-SE ATENTO, PREVER, DECIDIR, MÃOS AO VOLANTE (OU NO GUIDÃO), RESPEITAR SINALIZAÇÃO E CONDIÇÕES ADVERSAS, MANTER A DISTÂNCIA, JAMAIS DIRIGIR ALCOOLIZADO OU FAZENDO USO DE CELULAR, SINALIZAR AS INTENÇÕES, CONSCIENTIZAR-SE DE QUE O PEDESTRE TEM PREFERÊNCIA AO ATRAVESSAR NA FAIXA, USAR A PARTE INFERIOR DO CINTO DE SEGURANÇA POSICIONADO ABAIXO DA BARRIGA E MANTER TODO SISTEMA DE SINALIZAÇÃO DO VEÍCULO FUNCIONANDO.
DISCORDO do “entendido” que decretou o fim do teste de baliza no exame para a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Obviamente que a falta dessa prática trará consequência negativa para a já tumultuada fluidez do trânsito nos grandes centros urbanos;
PALMAS para o SMTT da Prefeitura de Brumado pelas instalações de semáforos nos cruzamentos críticos do centro urbano da cidade e por outras sinalizações implantadas. Aliás, palmas para o primeiro ano de gestão do prefeito Fabrício! Muito bom!
O LANCE PITORESCO EM DIREÇÃO DEFENSIVA FICA POR CONTA DESSA BLITZ: o “advogado do diabo” dirigia em velocidade acima do limite e foi parado em uma blitz:
― Sua habilitação e o documento do carro! ‒ solicitou o guarda.
― Não tem! Esse carro é fruto de um latrocínio!... Matei o dono e roubei o carro. A arma de crime está no porta-luvas e o corpo da vítima, no porta-malas! ‒ respondeu prontamente o advogado!
― Não se mova! ‒ ordenou o guarda apontando-lhe a arma. Em seguida, convocou o chefe da blitz e contou-lhe com ênfase a confissão daquele motorista de paletó.
― Habilitação, documento do carro, porta-luvas e o porta-malas abertos! ‒ ordenou o chefe da blitz, enquanto o guarda se posicionava na frente do carro apontando o revólver.
― Pois não, senhor! ‒ aqui está minha habilitação, o documento do carro e os porta-luvas e malas já estão abertos! ‒ atendeu passivamente o advogado.
O chefe da blitz, após checar meticulosamente tudo, perplexo, sussurrou para o advogado:
― Desculpe, doutor!... Só não estou entendendo o porquê das agravantes mentiras do guarda!...
― Vai ver que ele ainda lhe mentiu dizendo que eu estava em velocidade excessiva! ‒ insinuou o advogado.
―Sim! Mentiu também!... Pode ir, doutor, boa viagem!... Prometo enviar esse guarda para um tratamento psiquiátrico!...
Com o “advogado do diabo” é desse jeito!
(Sou Instrutor Direção Defensiva e Condução Veicular)






- há 2 dias

Cristo nunca endossou o dogmatismo e a intransigência por normas de ação.
A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.
Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muitos poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.
Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força subornável, eivada de privilégios e preferências.
Outros se socorrem do plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
Esquecem-se de que Cristo ensinou e exemplificou.
Que seria da criança sem a experiência? Que será do espírito sem a necessidade? Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho.
Quase sempre a mocidade sofre de estranhável esquecimento. Estima criar rumos caprichosos, desdenhando sagradas experiências de quem a precedeu, no desdobramento das realizações terrestres, para voltar, mais tarde, em desânimo, ao ponto de partida, quando o sofrimento ou a madureza dos anos restauram a compreensão.
No serviço cristão, lembre-se cada aprendiz de que não foi chamado a repousar, mas à peleja árdua, em que a demonstração do esforço individual é imperativo divino.
Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.
Todas as seitas religiosas, e modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.
A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos; contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir.
Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.
Há criaturas que se despojam de dinheiro em favor da beneficência, mas não cedem no terreno da opinião pessoal, no esforço sublime da renunciação.
Por muitos séculos perdurou o plano de óbolos em preciosidades e riquezas destinadas aos serviços do culto.
Com todas essas demonstrações, porém, o homem não procura senão aliciar a simpatia exclusiva de deus, qual se o Pai estivesse inclinado aos particularismos terrestres.
O mal não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
Nas linhas do trabalho cristão, não é demais aguardar grandes lutas e grandes provas, considerando-se, porém, que as maiores angústias não procederão de círculos adversos, mas justamente da esfera mais íntima, quando a inquietação e a revolta, a leviandade e a imprevidência penetram o coração daqueles que mais amamos.
Entre a força de um preconceito e o atrevimento de um dogma, o espírito se perturba, e, no círculo dessas vibrações antagônicas, acha-se sem bússola no mundo das coisas subjetivas, concentrando, naturalmente, na esfera das coisas físicas, todas as suas preocupações.
Muitos dizem “eu creio”, mas poucos podem declarar “estou transformado”.
O poder é uma fantasia na mão do homem, assim como a beleza é um engodo no coração da mulher.
Do livro: Palavras de Emmanuel
Chico Xavier / Emmanuel

























