
Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
O Supremo Tribunal
Federal vive a crise mais grave de sua história recente. O problema vem do acúmulo de decisões tomadas por um único ministro e da concentração de poder nas mãos de poucos relatores. Esse modelo ganhou força em 2019, quando a Corte abriu o Inquérito das Fake News. Naquela investigação o tribunal passou a ser ao mesmo tempo vítima, investigadora e julgadora. A medida contornou o sistema tradicional, em que uma parte acusa e outra julga, com o argumento de conter ataques às instituições. Na prática abriu um precedente perigoso de centralização do poder judicial.
No governo de Jair Bolsonaro essas decisões isoladas serviram para anular atos do Executivo e impor restrições a aliados do ex presidente. A crise atual tomou rumo inédito porque explodiu dentro do próprio tribunal. Os ministros André Mendonça e Flávio Dino anularam decisões um do outro e trocaram críticas sobre o afastamento da cúpula da Polícia Federal em inquéritos financeiros sensíveis. Em poucas horas o diretor geral da corporação foi afastado e depois reconduzido. O cenário de guerra de liminares destruiu a previsibilidade das ações da Suprema Corte e forçou o presidente Edson Fachin a intervir para tentar devolver a palavra ao conjunto dos ministros.
A sobreposição de decisões individuais sem o crivo imediato do Plenário fere princípios básicos da Constituição. Fere o devido processo legal, a separação dos Poderes e as regras que impedem um juiz de atuar em causa própria. Quando os próprios magistrados se sobrepõem às regras do jogo, a Justiça perde autoridade. O diretor geral da Polícia Federal é nomeado pelo presidente da República. Flávio Dino, indicado por Lula ao Supremo, defendeu a permanência do chefe da polícia escolhido pelo atual governo. Essa disputa deixa o Executivo de Lula no centro de uma briga que deveria ser apenas jurídica.
Às vésperas de uma eleição presidencial decisiva, a percepção de que ministros atuam em lados opostos de uma disputa política destrói a confiança na neutralidade do Judiciário. O governo Lula paga o preço dessa instabilidade porque suas instituições de segurança e de Justiça aparecem divididas e imprevisíveis. A saída exige o fim da jurisprudência da canetada individual e o retorno imediato do Supremo ao seu papel original: o de guardião colegiado e imparcial da Constituição Federal.








Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Que amemos a vida!
Que sejamos egoístas com o amor
Que sejamos hipócritas com a ilusão,
Mas, que tenhamos também
A paciência de um relógio;
Para suportarmos a solidão.
Que amemos a vida!
Que sejamos sádicos com a dor
Que sejamos cínicos com a melancolia,
Mas, que tenhamos também;
A paciência de uma estátua
Para suportarmos a nostalgia.
Que amemos a vida!
Que sejamos sensíveis com os sentimentos
Que sejamos imperdoáveis com a traição,
Mas, que tenhamos também;
A paciência de uma fotografia
Para suportarmos a desilusão.
Que amemos a vida!
Que sejamos espectadores do tempo
Que sejamos simples atores da carência,
Mas, que tenhamos também;
A paciência de um calendário
Para suportarmos a PACIÊNCIA.








Por ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA
Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204 e Jornalista MTE/RJ 45005.
FALAR SOBRE SUICÍDIO É FALAR SOBRE VIDA
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Criada no Brasil em 2015, a campanha procura mostrar que o sofrimento emocional precisa ser levado a sério e que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.
Embora setembro seja o mês da campanha, a prevenção deve acontecer durante todo o ano. O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é celebrado em 10 de setembro.
QUAIS FATORES PODEM AUMENTAR O RISCO?
O suicídio não acontece por uma única causa. Geralmente, está relacionado a uma combinação de fatores emocionais, familiares, sociais e pessoais.
Entre os principais fatores de risco estão:
. depressão e outros transtornos mentais;
. ansiedade intensa e sofrimento emocional;
. traumas, abusos e perdas importantes;
. problemas familiares, financeiros ou profissionais;
. isolamento e solidão;
. uso abusivo de álcool e outras drogas;
. doenças crônicas e dores persistentes;
. histórico de tentativa de suicídio;
. exposição anterior ao suicídio;
. discriminação, rejeição e situações de grande estresse.
Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente tentará o suicídio, mas indica que ela pode precisar de atenção e apoio.
FIQUE ATENTO AOS SINAIS
Algumas mudanças podem indicar que alguém está passando por uma crise e precisa de ajuda:
. dizer coisas como “não aguento mais”, “não vejo saída” ou “seria melhor se eu não existisse”;
. afastar-se de familiares e amigos;
. perder o interesse por atividades que antes davam prazer;
. apresentar mudanças importantes no sono, comportamento ou humor;
. demonstrar culpa, vergonha ou sensação de ser um peso para os outros;
. apresentar comportamento impulsivo ou autodestrutivo;
. falar constantemente sobre desesperança ou falta de futuro.
Nenhum sinal deve ser ignorado. Se você perceber mudanças preocupantes, aproxime-se, converse e ofereça ajuda.
COMO ABORDAR ALGUÉM EM SOFRIMENTO?
Às vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.
Pergunte. Escute. Acolha. Não julgue.
. Pergunte diretamente como a pessoa está se sentindo.
. Se houver preocupação, pergunte se ela está pensando em suicídio.
. Escute com atenção, sem interromper.
. Evite frases como “isso é bobagem”, “vai passar” ou “você precisa ser forte”.
. Demonstre empatia e deixe claro que ela não está sozinha.
. Incentive a procura de ajuda profissional.
. Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda de emergência.
CUIDE TAMBÉM DA SUA SAÚDE EMOCIONAL
Nos momentos difíceis, algumas atitudes podem ajudar a enfrentar melhor o sofrimento:
. converse com alguém de confiança;
. procure ajuda profissional quando necessário;
. mantenha uma rotina possível;
. pratique atividades físicas;
. utilize técnicas de respiração e relaxamento;
. escreva sobre seus sentimentos;
. procure concentrar-se no presente;
. estabeleça pequenas metas;
. pratique a autocompaixão;
. procure contato com a natureza;
. lembre-se: um momento difícil não define toda a sua vida.
MITO × REALIDADE
MITO: “Somente profissionais podem ajudar alguém que está pensando em suicídio.”
REALIDADE: Profissionais são fundamentais para o tratamento, mas qualquer pessoa pode ajudar ouvindo sem julgar, demonstrando cuidado e incentivando a busca por ajuda especializada.
UMA PALAVRA PODE FAZER A DIFERENÇA
Não ignore o sofrimento de alguém.
. Pergunte como a pessoa está.
. Escute sem julgar.
. Acolha com empatia.
. Incentive a busca por ajuda.
FALAR É UM ATO DE CUIDADO.
PEDIR AJUDA É UM ATO DE CORAGEM.
PREVENIR É UM COMPROMISSO COM A VIDA.
Pense nisso.
Se precisar, consulte os sites abaixo:
CVV Francisca Júlia (Transtornos mentais e dependência química)
Acesse: http://www.franciscajulia.org.br
Movimento Setembro Amarelo
Ministério da Saúde
Acesse: https://www.gov.br/saude
Mapa da Saúde Mental (Lista com serviços públicos de saúde mental em todo o Brasil)
Acesse: https://mapasaudemental.com.br/
Associação Brasileira de Estudos e Prevenção de Suicídios
Acesse: http://www.abeps.org.br/


























