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A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo, e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo. 

  

Se não estás cego para as leis da vida, se já despertaste para o entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte. 

  

Sagacidade não chega a ser elevação, e o poder expressivo apenas é respeitável e sagrado quando se torna ação construtiva com a luz divina. 

  

Vê, com clareza, se a pretensa claridade que há em ti não é sombra de cegueira espiritual. 

  

Quantos lares seriam felizes, quantas instituições se converteriam em mananciais permanentes de luz, se os crentes do Evangelho aprendessem a calar para falar, a seu tempo, com proveito? 

  

Não nos referimos aqui os homens vulgares e, sim, aos discípulos de Jesus. 

  

Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando? 

  

Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representam base primordial do pacifismo edificante. 

  

A melhor posição da Vida é a do equilíbrio. Não é justo desejar fazer nem menos, nem mais do que nos compete, mesmo porque o Mestre sentenciou que a cada dia bastam os seus trabalhos. 

  

Esclarecer é também amar. 

  

Não basta fazer o Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia. 

  

Não basta a criatura apegar-se a existência humana, mas precisa saber aproveitá-la dignamente.  

  

Em qualquer idade, podemos e devemos operar a iluminação ou o aprimoramento de nós mesmos. 

  

Vale mais permanecer em dia com a luta que guardar-se alguém no descanso provisório e encontrá-la, amanhã, com a dolorosa surpresa de quem vive defrontando por fantasmas. 

  

As lutas pessoais estiolam as melhores esperanças. Criar separações e proclamar seus prejuízos dentro da igreja do cristo, não seria exterminarmos a planta sagrada do Evangelho por nossas próprias mãos? 

  

Sem que teu pensamento se purifique e sem que atua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para inutilidade. 

  

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos. 

  

O capital mais precioso da vida é o da boa-vontade. Ponhamo-lo em movimento e a nossa existência estará enriquecida de bênçãos e alegrias, hoje e sempre, onde estivermos. 

 

Do livro: Palavras de Emmanuel 

Chico Xavier / Emmanuel 



 

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Quando dois olhares 

Tornam-se um só, 

Quando duas bocas 

Tornam-se uma só, 

E quando as palavras 

Calam-se diante 

De tanto sentimento, 

É porque o amor... 

Somente o amor 

Alcançou as raízes do coração. 

Quando dois olhares 

Têm brilhos diferentes, 

Quando duas bocas 

Tocam-se com frieza 

E quando as palavras  

Desaparecem por falta 

De tanto descontentamento, 

É porque a ilusão... 

Somente a ilusão  

Tem o poder de enganar os corações! 



 

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


Ontem, o mar foi jardim. Barcos carregados de flores e preces cortaram as ondas para entregar à Grande Rainha os desejos de milhares. Mas hoje, quando a areia se esvazia dos fiéis, o que sobra é o reflexo de uma humanidade que pede muito e cuida pouco. A força de Iemanjá permanece viva, silenciosa e constante, mas ela também se manifesta no avanço implacável da maré, lembrando que o sagrado não pode ser separado da preservação. 


O mar não esquece. A construção desordenada e a poluição sufocante tentam encurralar o que é imenso, mas o homem, em sua arrogância, esquece que o oceano não pede permissão; ele apenas retoma o que sempre foi seu. Quando as águas avançam sobre o asfalto e as cidades, não testemunhamos apenas um fenômeno geográfico, mas o equilíbrio da natureza cobrando o devido respeito. Iemanjá, que ampara e acolhe, é a mesma força que governa a fúria das profundezas, nos ensinando que respeitá-la exige muito mais do que jogar pétalas ao vento. Exige consciência ambiental para entender que o esgoto e o plástico ferem o corpo da própria divindade que buscamos para cura, e exige responsabilidade urbana para reconhecer que o concreto jamais calará o rugido das ondas. 


Sob o comando da Rainha das Águas, a vida pede responsabilidade com o planeta. Ela nos ensina que governar é sustentar e proteger, mas como podemos pedir proteção à Mãe se agredimos o seu colo? O verdadeiro axé se manifesta no gesto de preservação e na ética do cuidado. Que a empatia que buscamos para nossas famílias e afetos se estenda também à vida marinha e aos ecossistemas que sustentam nossa existência. Iemanjá é quem aconchega e atende às necessidades dos filhos, mas suas águas sagradas nunca cessam de nos lembrar que o limite existe — e ele é sagrado. 


Depois das reverências, o axé de Iemanjá zela pela vida que segue. Que cada passo dado em terra firme seja agora guiado pelo respeito profundo ao que vem das profundezas. Que a nossa fé seja tão imensa quanto o oceano e tão limpa quanto a espuma das ondas que lavam a alma, pois respeitar a natureza é, em essência, o maior ato de devoção que podemos oferecer. O mar é vida, mas é também justiça. Que saibamos navegar com humildade diante de sua força. 



 
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