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Verônica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


When o mês de julho vai se despedindo, sentimos no ar uma vibração muito especial no calendário da nossa fé. Terminamos de celebrar há poucos dias a ancestralidade e o colo acolhedor de Mãe Nanã Burukú, a Orixá da maturidade, do respeito e da lama sagrada da qual toda a vida foi moldada. Nanã nos ensina a ter paciência, a decantar as nossas dores e a respeitar o tempo certo de cada coisa na terra. Mas o tempo não para, e já estamos no limiar de agosto o Mês das Palhas, período do ano regido por seu filho, Pai Obaluaiê, o sagrado senhor da cura, da saúde e da transformação profunda.


Essa transição do axé de Mãe Nanã para Pai Obaluaiê nos faz um convite irrecusável: é hora de fazer uma verdadeira faxina espiritual no nosso corpo e na nossa alma. Enquanto Nanã nos acolhe e nos ajuda a deixar ir embora o que envelheceu e já não nos serve mais, Obaluaiê chega com suas palhas sagradas para varrer as enfermidades, descarregar as dores da mente e renovar nossas forças. Para que possamos cruzar esse portal e entrar em agosto com os caminhos totalmente protegidos, a saúde fortalecida e a fé renovada, nada melhor do que nos recolhermos em um ritual tradicional de purificação.


Para preparar esse banho de descarrego e renovação, utilizaremos ervas frescas, resgatando a forma mais pura e viva de manipular o axé da natureza: o ato de quinar. Em uma bacia com água limpa e fria, você vai macerar com as próprias mãos um bom punhado de manjericão fresco, que traz a paz de Oxalá e o equilíbrio de Nanã, junto com folhas de louro, que atraem o movimento e a prosperidade. Enquanto quinamos as folhas na água, é o momento de colocar nossa intenção, conversando com as ervas, pedindo que aquela seiva viva desperte a nossa energia e leve embora qualquer cansaço, inveja ou peso espiritual acumulado nos últimos tempos.


Com o banho de ervas quinadas pronto e coado, tome o seu banho de higiene normal. Em seguida, despeje essa água sagrada da cabeça aos pés, deixando que ela percorra todo o seu corpo, do topo do ori até a sola dos pés, lavando pensamentos, sentimentos e vitalidade. Nesse momento, mentalize as dores e os medos indo embora pelo dreno e peça com fé muita saúde, proteção e paz para os dias que virão. Para potencializar essa energia de cura, você também pode passar pipocas feitas na areia ou no azeite sem sal pelo corpo com muito respeito, pedindo o amparo do Velho, e depois entregá-las com carinho em um pé de árvore ou jardim bonito. Ao terminar, vista roupas claras e reserve um momento de silêncio para absorver essa renovação.


Que a maturidade e a doçura de Mãe Nanã nos deem a calma necessária para atravessar qualquer tempestade, e que a palha sagrada de Pai Obaluaiê cubra os nossos lares, afastando todos os males e trazendo a verdadeira cura que tanto precisamos. Uma abençoada virada de mês a todos!


Saluba Nanã! Atotô Obaluaiê!

Verônica Moura


Sacerdotisa, oraculista e guardiã dos saberes ancestrais.

📞 Agendamento de Jogos de Búzios e Consultas: (21) 96418-1321



 

Por: Robérico Silva de Oliveira

Teólogo • Gestor em Teologia • Psicanalista Clínico • Pós-Graduado em Psicologia Clínica • Bacharel em Administração • Pós-Graduado em Ciências Políticas.


INTRODUÇÃO


Vivemos uma época em que a autoridade familiar vem sendo constantemente questionada. O avanço tecnológico, as mudanças culturais, a influência das redes sociais e a diminuição do diálogo dentro das famílias têm contribuído para o aumento dos conflitos entre pais e filhos.


Diversos estudos em Psicologia do Desenvolvimento demonstram que uma relação familiar pautada no respeito, no afeto e na disciplina equilibrada favorece a formação de adultos emocionalmente seguros, socialmente responsáveis e psicologicamente saudáveis.


Sob essa perspectiva, este artigo apresenta dez orientações pedagógicas fundamentadas na Psicologia, na Psicanálise, na Educação e nos princípios bíblicos, visando fortalecer os vínculos familiares.


1. Honrar pai e mãe é um princípio de desenvolvimento humano


A Bíblia apresenta um dos princípios mais importantes da convivência familiar:


"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a terra."(Êxodo 20:12)


Independentemente da crença religiosa, esse mandamento possui profundo significado psicológico.


Segundo Jean Piaget, o desenvolvimento moral inicia-se na infância mediante o respeito às figuras de autoridade. A obediência inicial evolui gradualmente para uma moral autônoma, baseada na consciência e na responsabilidade. Assim, aprender a respeitar os pais representa uma etapa fundamental da construção ética da personalidade.


Na perspectiva psicanalítica de Sigmund Freud, os pais exercem papel decisivo na formação do Superego, instância responsável pelos limites, pela consciência moral e pelo sentimento de responsabilidade. Quando essa estrutura é construída de forma equilibrada, o indivíduo tende a desenvolver maior autocontrole e capacidade de convivência social.


2. Os limites impostos pelos pais promovem segurança emocional


Muitos adolescentes interpretam regras como falta de amor.


Na realidade, a Psicologia demonstra exatamente o contrário.


Donald Winnicott afirmava que a criança necessita de um ambiente suficientemente bom ("good enough mother"), no qual amor e limites coexistam. A ausência de limites gera insegurança emocional, ansiedade e dificuldades no controle dos impulsos.


Pais que orientam, supervisionam e estabelecem regras contribuem para o amadurecimento emocional dos filhos.


3. Ouvir os pais desenvolve inteligência emocional


A escuta ativa é uma habilidade indispensável.


Segundo Lev Vygotsky, o aprendizado acontece inicialmente nas relações sociais para, posteriormente, tornar-se um processo interno.


Os pais constituem os primeiros mediadores da aprendizagem.


Quando o filho aprende a ouvir orientações, desenvolve competências importantes, como:


autocontrole;

reflexão;


capacidade crítica;


resolução de problemas;


tomada de decisões.


4. A confiança é construída pelas atitudes


A autonomia não é concedida apenas pela idade.


Ela é conquistada pela responsabilidade.


Henri Wallon demonstrou que o desenvolvimento infantil integra emoção, inteligência e movimento.


Quanto maior a responsabilidade demonstrada pelo filho, maior tende a ser a confiança construída entre pais e filhos.


5. Mesmo quando os pais erram, o respeito continua sendo um valor


Nenhum pai é perfeito.


Entretanto, o amadurecimento emocional consiste em compreender que pessoas imperfeitas ainda podem oferecer amor, cuidado e proteção.


Augusto Cury ensina que pessoas emocionalmente inteligentes aprendem a administrar suas emoções antes de julgar as falhas alheias.


Respeitar não significa concordar com tudo.


Significa agir com maturidade.


Referência:

BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada. Êxodo 20:12; Efésios 6:1–3; Colossenses 3:20.

CURY, Augusto. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante.

FREUD, Sigmund. O Ego e o Id. Obras Completas.

PIAGET, Jean. O Juízo Moral na Criança. São Paulo: Summus.

VYGOTSKY, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes.



 

Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


Muitos repetem que “Bolsonaro é igual ao Lula” ou que “todos os políticos são a mesma coisa”. É uma frase cômoda, repetida por quem quer desmobilizar a população e não quer escolher. Mas basta olhar os fatos, as trajetórias e os resultados para ver que essa equiparação é falsa. Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva representam projetos de país opostos, com métodos, valores e legados radicalmente diferentes.

 

Comece pela corrupção. O PT de Lula construiu o maior esquema de desvio de recursos públicos da história do Brasil. Mensalão, Petrolão, propinas na Petrobras, no BNDES, em obras do PAC. Bilhões desviados. Delações premiadas que mostraram um sistema organizado de compra de apoio político. Lula foi condenado em primeira e segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A anulação posterior da sentença por questões processuais não apaga os fatos nem o rastro de dinheiro público que passou por mãos petistas. Seus aliados continuam circulando nos corredores do poder como se nada tivesse acontecido.

 

Bolsonaro, por sua vez, não teve escândalo sistêmico de corrupção no governo. Não houve esquema bilionário de desvio de recursos de estatais. As investigações que atingiram ele próprio e a família, incluindo Flávio Bolsonaro, são ações seletivas e com forte viés político. O caso da “rachadinha” no gabinete de Flávio no Rio de Janeiro envolve acusações baseadas em delações questionáveis e valores relativamente modestos em comparação com os bilhões do Petrolão e, até o momento, não resultou em condenação definitiva que se compare ao padrão petista.

 

Ainda este mês, o Partido Liberal levou ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação formal denunciando uma organização criminosa que montou uma rede de cerca de 20 mil perfis falsos nas plataformas da Meta. Esses perfis foram usados para impulsionar, com anúncios pagos (o que implica milhões de reais gastos), conteúdos negativos contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo. O PL identificou inclusive 57 perfis falsos atuando de forma coordenada contra Flávio. Trata-se de lawfare digital profissional, com estrutura de organização criminosa, financiamento obscuro e objetivo claro de destruir reputações da direita.

 

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro foi eleito senador e, desde então, enfrenta uma máquina de difamação e processos que muitos enxergam como perseguição seletiva. Mesmo assim, permanece firme no Senado denunciando irregularidades e defendendo posições que desafiam o consenso da velha política. Não é protegido pelo sistema. É alvo dele, inclusive por essa rede fantasma de perfis falsos que o PL acabou de denunciar ao TSE.

 

Bolsonaro sempre defendeu a Lava Jato. Lula e o PT atacaram, enfraqueceram e depois comemoraram sua desmontagem.

 

Na economia e na gestão pública a diferença também salta aos olhos. Bolsonaro entregou reforma da Previdência, teto de gastos (mesmo com dificuldades), abertura comercial parcial e uma equipe econômica que tentou reduzir o tamanho do Estado. Durante seu mandato, antes da pandemia, o desemprego caiu e o PIB mostrou sinais de recuperação após anos de estagnação. Ele enfrentou a velha política e pagou caro por isso.

 

Lula voltou ao poder com a mesma receita de sempre. Gasto público elevado, aumento do número de funcionários, programas sociais que criam clientela eleitoral e alianças com o centrão para garantir governabilidade. O resultado histórico do PT é conhecido: crescimento artificial seguido de crise, inflação, aumento da dívida e dependência do Estado. O modelo não mudou. Só mudou a embalagem.

 

Em segurança pública a distância é ainda maior. Bolsonaro, com origem militar e discurso claro de apoio às forças de segurança, viu redução expressiva nos índices de homicídios em vários estados durante seu governo. Defendeu o direito à autodefesa, o armamento legal da população e o endurecimento penal. Não romantizou o criminoso.

 

Lula e o PT sempre priorizaram a narrativa de “direitos humanos” que, na prática, protege mais o bandido do que a vítima. Soltura de presos, redução de penas, críticas sistemáticas à polícia e, agora, volta de políticas que historicamente coincidem com aumento da violência em determinadas regiões. A diferença de abordagem é ideológica.

 

Lula resistiu quando os Estados Unidos classificaram PCC e CV como grupos terroristas. Flávio Bolsonaro atuou para conseguir essa designação. Ele propõe anistia e pacificação para enfraquecer as facções por dentro. Lula protege essas organizações com outra estratégia.

 

Nos valores e na visão de mundo o abismo é total. Bolsonaro defende a família tradicional, a liberdade religiosa, a soberania nacional e se posiciona contra agendas que considera destrutivas para a sociedade, como a ideologia de gênero nas escolas e o que chama de marxismo cultural. Seu governo aproximou o Brasil de Israel, dos Estados Unidos e de países que compartilham valores semelhantes. Ele sobreviveu a um atentado e continuou firme.

 

Lula defende alianças estratégicas com ditaduras como Venezuela, Cuba, Nicarágua e forte aproximação com a China e a Rússia. Seu governo sempre flertou com o intervencionismo estatal e com uma visão de mundo que coloca o Estado acima do indivíduo.

 

Equiparar Bolsonaro a Lula é uma forma omissa e desonesta de fazer política. Bolsonaro representa a tentativa — imperfeita, como toda tentativa humana — de romper com um modelo que já se provou corrupto, gastador e ideologicamente falido. Lula é o principal símbolo e beneficiário desse mesmo modelo. A direita, inclusive Flávio Bolsonaro, continua sendo alvo de uso estratégico do sistema jurídico e das leis como arma política, alvo midiático e agora também digital — com 20 mil perfis falsos e milhões gastos para atacar.

 

Enquanto isso, os grandes esquemas de corrupção com dinheiro público seguem impunes ou convenientemente esquecidos. A diferença não está apenas nas pessoas. Está nos projetos que defendem, nos resultados que entregaram e no preço que pagaram por desafiar ou defender o sistema. Quem diz que são iguais está, conscientemente ou não, ajudando a manter tudo como está.



 
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