top of page
Flago esperanto.jpg
Ortotrauma.jpeg
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.07.07.jp
Casa Renata.jpeg
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.05.34.jp
Buscar
há 5 minutos

Algumas vezes arrumamos desculpas para não comparecermos ao trabalho doutrinário, a fim de fugirmos da responsabilidade. Do compromisso que temos com a Doutrina Espírita.

 

Em determinada ocasião, em casa de Chico, ele estava passando mal com problemas de coluna. Tinha muita dificuldades para caminhar.

 

Diante disso, eu o aconselhei a não ir ao Centro naquele dia, ao que ele me respondeu:

 

_ Não meu filho. Nós temos muitos amigos, muitas mãezinhas nos aguardando no trabalho. Nós não podemos faltar ao compromisso!

 

Quando estávamos saindo, eu tentei ajudá-lo a caminhar e ele me chamou a atenção dizendo:

 

_ Não meu filho. Meu corpo tem que ter disciplina. Se ele não for para o trabalho, vão jogar terra sobre ele. Ele tem que aprender; ou ele vai para o trabalho, ou ele vai para a sepultura. É melhor irmos para o trabalho e o meu corpo vai ter que obedecer.

 

Nos dirigimos para o Centro e, quando terminaram os trabalhos, Chico estava mais forte, com melhor aparência que qualquer pessoa que ali se  encontrava. Aquilo me serviu de ensinamento para que eu jamais fique procurando desculpas para deixar de comparecer ao trabalho. Jesus nos aguarda nesse compromisso de amor.


Do livro: Nossos momentos

Com Chico Xavier. O homem chamado amor

Oswaldo de Godoy Bueno



 

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Nem tudo o que pensamos,

Devemos falar,

Pelo simples fato

De poder ferir

Alguém que amamos.

Entretanto, tudo o que falamos

Surgiu primeiro no pensamento.

Sendo assim,

Nada que falamos

É "da boca para fora."



 

Verônica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino



Eu sou Verônica Moura, sacerdotisa do Candomblé Brasil, e hoje quero falar sobre uma questão muito importante: quando existe um desequilíbrio com o Egbe, por que nem sempre o caminho é começar imediatamente pelo Bori?

 

Dentro da tradição do Candomblé, entendemos que existem diferentes dimensões que precisam ser cuidadas na vida espiritual de uma pessoa. O Bori está diretamente relacionado ao cuidado com o Ori, a nossa cabeça, aquilo que sustenta nosso equilíbrio, nossas escolhas, nosso caminho e a nossa força interior.

 

Já o Egbe está relacionado à nossa família espiritual do Orun, aos companheiros de alma que fazem parte da nossa existência antes mesmo da nossa caminhada no Aiyê.

 

Por isso, quando uma pessoa apresenta sinais de conflito, cobrança ou desequilíbrio relacionados ao seu Egbe, é preciso olhar para essa questão antes de simplesmente realizar um Bori.

 

E por quê?

 

Porque o Bori é um ritual de fortalecimento e cuidado do Ori. Ele trabalha diretamente sobre a cabeça e pode intensificar e organizar o fluxo de Axé que chega até ela. Se existe uma questão espiritual que ainda precisa ser apaziguada, não devemos ignorá-la.

 

É como cuidar de uma casa: antes de colocar algo novo dentro dela, precisamos olhar aquilo que já está acontecendo ali.

 

Quando o Egbe está pedindo atenção, o caminho pode ser primeiro compreender essa cobrança, identificar o que está sendo solicitado e realizar os cuidados indicados pela tradição, conforme aquilo que o jogo de búzios revelar.

 

Isso não significa que o Bori seja ruim ou que nunca possa ser realizado. Pelo contrário. O Bori é um importante cuidado com o Ori. Mas cada pessoa tem uma necessidade e um caminho espiritual próprios.

 

Por isso, não existe receita pronta.

 

O jogo de búzios é quem deve orientar a ordem dos cuidados.

 

Em determinadas situações, primeiro será necessário cuidar do Egbe, apaziguar, oferecer o que for indicado e restabelecer esse equilíbrio. Depois, estando o caminho organizado e havendo indicação, o Bori poderá ser realizado como um cuidado profundo com o Ori.

 

Espiritualidade também é saber respeitar o tempo, a ordem e o fundamento.

 

Não é fazer mais. É fazer o que precisa ser feito, no momento certo e da maneira correta.

 

Quando cuidamos do Egbe sem esquecer do Ori, e cuidamos do Ori sem ignorar aquilo que o Egbe está apontando, começamos a compreender que o equilíbrio espiritual não acontece pela pressa, mas pelo respeito aos fundamentos

 

Porque, no Candomblé, cada cabeça tem seu caminho, cada pessoa tem sua história e cada cuidado precisa ser revelado pelo seu próprio destino.

 

Que o seu Ori encontre equilíbrio, que o seu caminho seja apaziguado e que o Axé conduza cada cuidado no seu devido tempo.

 

Verônica Moura

Sacerdotisa, Oraculista e Guardiã dos Saberes Ancestrais



 
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.09.56.jp
duda.jpg
Foto%20Cart%C3%A3o%20H%C3%A9lio%20Gomes_
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.06.56.jp
panieri.JPG
padaria perola.JPG
corpus.JPG
bottom of page