- há 8 horas

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE
A história do trânsito rodoviário no Brasil começou em 1893 com o primeiro veículo importado dos USA por Santos Dumont. Em 1897 surgiram mais dois veículos importados para José do Patrocínio e para Tobias Aguiar. Em 1898, ocorreu o primeiro acidente de trânsito no Brasil, quando Olavo Bilac, dirigindo o carro de José do Patrocínio, bateu em uma árvore e capotou. Os acidentes de trânsito no Brasil continuam e multiplicam-se na mesma proporção do aumento de veículos. O Brasil está entre os quatro países em que mais morrem pessoas no trânsito. A cada dia, o trânsito, na maioria das cidades brasileiras, intensifica-se, principalmente depois da proliferação das motocicletas, envolvidas em 75% dos acidentes. Os dados estatísticos aqui apresentados são de 2024: naquele ano, ocorreram, somente nas estradas federais brasileira, 73156 acidentes de trânsito e, no trânsito de todo país, 37150 óbitos e 84526 feridos, muitos com sequelas físicas e mentais para o resto da vida, culminando com um prejuízo da ordem de 117 bilhões de reais / ano, quando somente o SUS desembolsou, com as vítimas de trânsito, 441 milhões. E o pior, além do álcool (um dos maiores causadores de acidentes no Brasil), surgiu uma nova prática que está contribuindo muito para o aumento desses números, que é o uso de celular enquanto se dirige. A cada 5 segundos de displicência no celular, um provável acidente.
Uma coisa é certa: - acidentes não acontecem por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores de veículos e aos pedestres boa dose de responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável. Os riscos estão relacionados também com os veículos, os condutores, as vias de acesso e o ambiente. Muitas pessoas, ao verem um acidente, procuram saber quem é o culpado... Como aconteceu... Mas isso não vai melhorar a situação no que diz respeito à prevenção de acidente de trânsito. A única maneira de se tirar algum proveito do acidente de trânsito é aprender como agir para evitar que ele se repita. Pouco importa saber quem é o culpado, mas quem poderia ter evitado o acidente. Não adianta estar certo, e envolver-se num acidente. O importante é não se acidentar e, para isso, é preciso dirigir sempre na defensiva, de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas dos outros e das condições adversas existentes.
Um motorista ou motociclista ou ciclista que pratica direção defensiva é pouco provável que se envolva em um acidente de trânsito. O básico é ter CONHECIMENTO, HABILIDADE, MANTER-SE ATENTO, PREVER, DECIDIR, MÃOS AO VOLANTE (OU NO GUIDÃO), RESPEITAR SINALIZAÇÃO E CONDIÇÕES ADVERSAS, MANTER A DISTÂNCIA, JAMAIS DIRIGIR ALCOOLIZADO OU FAZENDO USO DE CELULAR, SINALIZAR AS INTENÇÕES, CONSCIENTIZAR-SE DE QUE O PEDESTRE TEM PREFERÊNCIA AO ATRAVESSAR NA FAIXA, USAR A PARTE INFERIOR DO CINTO DE SEGURANÇA POSICIONADO ABAIXO DA BARRIGA E MANTER TODO SISTEMA DE SINALIZAÇÃO DO VEÍCULO FUNCIONANDO.
DISCORDO do “entendido” que decretou o fim do teste de baliza no exame para a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Obviamente que a falta dessa prática trará consequência negativa para a já tumultuada fluidez do trânsito nos grandes centros urbanos;
PALMAS para o SMTT da Prefeitura de Brumado pelas instalações de semáforos nos cruzamentos críticos do centro urbano da cidade e por outras sinalizações implantadas. Aliás, palmas para o primeiro ano de gestão do prefeito Fabrício! Muito bom!
O LANCE PITORESCO EM DIREÇÃO DEFENSIVA FICA POR CONTA DESSA BLITZ: o “advogado do diabo” dirigia em velocidade acima do limite e foi parado em uma blitz:
― Sua habilitação e o documento do carro! ‒ solicitou o guarda.
― Não tem! Esse carro é fruto de um latrocínio!... Matei o dono e roubei o carro. A arma de crime está no porta-luvas e o corpo da vítima, no porta-malas! ‒ respondeu prontamente o advogado!
― Não se mova! ‒ ordenou o guarda apontando-lhe a arma. Em seguida, convocou o chefe da blitz e contou-lhe com ênfase a confissão daquele motorista de paletó.
― Habilitação, documento do carro, porta-luvas e o porta-malas abertos! ‒ ordenou o chefe da blitz, enquanto o guarda se posicionava na frente do carro apontando o revólver.
― Pois não, senhor! ‒ aqui está minha habilitação, o documento do carro e os porta-luvas e malas já estão abertos! ‒ atendeu passivamente o advogado.
O chefe da blitz, após checar meticulosamente tudo, perplexo, sussurrou para o advogado:
― Desculpe, doutor!... Só não estou entendendo o porquê das agravantes mentiras do guarda!...
― Vai ver que ele ainda lhe mentiu dizendo que eu estava em velocidade excessiva! ‒ insinuou o advogado.
―Sim! Mentiu também!... Pode ir, doutor, boa viagem!... Prometo enviar esse guarda para um tratamento psiquiátrico!...
Com o “advogado do diabo” é desse jeito!
(Sou Instrutor Direção Defensiva e Condução Veicular)






- há 1 dia

Cristo nunca endossou o dogmatismo e a intransigência por normas de ação.
A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.
Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muitos poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.
Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força subornável, eivada de privilégios e preferências.
Outros se socorrem do plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
Esquecem-se de que Cristo ensinou e exemplificou.
Que seria da criança sem a experiência? Que será do espírito sem a necessidade? Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho.
Quase sempre a mocidade sofre de estranhável esquecimento. Estima criar rumos caprichosos, desdenhando sagradas experiências de quem a precedeu, no desdobramento das realizações terrestres, para voltar, mais tarde, em desânimo, ao ponto de partida, quando o sofrimento ou a madureza dos anos restauram a compreensão.
No serviço cristão, lembre-se cada aprendiz de que não foi chamado a repousar, mas à peleja árdua, em que a demonstração do esforço individual é imperativo divino.
Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.
Todas as seitas religiosas, e modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.
A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos; contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir.
Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.
Há criaturas que se despojam de dinheiro em favor da beneficência, mas não cedem no terreno da opinião pessoal, no esforço sublime da renunciação.
Por muitos séculos perdurou o plano de óbolos em preciosidades e riquezas destinadas aos serviços do culto.
Com todas essas demonstrações, porém, o homem não procura senão aliciar a simpatia exclusiva de deus, qual se o Pai estivesse inclinado aos particularismos terrestres.
O mal não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
Nas linhas do trabalho cristão, não é demais aguardar grandes lutas e grandes provas, considerando-se, porém, que as maiores angústias não procederão de círculos adversos, mas justamente da esfera mais íntima, quando a inquietação e a revolta, a leviandade e a imprevidência penetram o coração daqueles que mais amamos.
Entre a força de um preconceito e o atrevimento de um dogma, o espírito se perturba, e, no círculo dessas vibrações antagônicas, acha-se sem bússola no mundo das coisas subjetivas, concentrando, naturalmente, na esfera das coisas físicas, todas as suas preocupações.
Muitos dizem “eu creio”, mas poucos podem declarar “estou transformado”.
O poder é uma fantasia na mão do homem, assim como a beleza é um engodo no coração da mulher.
Do livro: Palavras de Emmanuel
Chico Xavier / Emmanuel







Gabriela Matias, jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM: @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/
A idade média de aposentadoria no Brasil mudou significativamente após a Reforma da Previdência. Desde a Emenda Constitucional nº 103/2019, não basta apenas completar determinado tempo de contribuição: a exigência de idade mínima tornou-se regra central no sistema previdenciário. Em 2025 e 2026, as regras de transição continuam produzindo efeitos concretos na vida de quem já contribuía antes da reforma e precisa entender qual caminho seguir.
A aposentadoria deixou de ser apenas uma questão de tempo trabalhado e passou a exigir análise técnica mais detalhada. Compreender como funciona a idade mínima, o sistema de pontos e as regras de pedágio tornou-se essencial para evitar prejuízos e garantir que o benefício seja solicitado no momento mais vantajoso.
O que mudou na idade média de aposentadoria após a reforma
A Reforma da Previdência alterou profundamente o modelo anterior, que permitia aposentadoria por tempo de contribuição sem idade mínima em diversas situações. Com as novas regras, a exigência de idade passou a ser componente obrigatório para a maioria dos segurados.
Na prática, isso elevou a idade média de aposentadoria. Trabalhadores que antes poderiam se aposentar apenas pelo tempo contribuído passaram a precisar cumprir requisito etário adicional. Essa mudança impactou diretamente o planejamento de quem já estava próximo de requerer o benefício em 2019.
Além disso, a regra permanente estabeleceu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com tempo mínimo de contribuição. Esse novo parâmetro redefiniu o momento médio em que o benefício é concedido, tornando a análise previdenciária mais estratégica.
Regras de transição e proteção de quem já contribuía
Para evitar prejuízos abruptos a quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma, foram criadas as chamadas regras de transição. Elas funcionam como mecanismos intermediários entre o sistema antigo e a regra definitiva.
Entre as principais modalidades estão a regra de pontos, a idade mínima progressiva e os pedágios de 50% e 100%. Cada uma possui requisitos próprios e pode resultar em valores e prazos distintos para a concessão do benefício.
Na regra de pontos, soma-se idade e tempo de contribuição. Na idade mínima progressiva, há aumento gradual do requisito etário. Já nas regras de pedágio, o segurado deve cumprir período adicional sobre o tempo que faltava para se aposentar na data da reforma. A escolha da regra mais adequada depende do histórico individual de contribuições.
Impactos práticos das regras atuais na concessão do benefício
As novas exigências impactam diretamente tanto o momento da aposentadoria quanto o valor final do benefício. Um pedido feito com base em regra menos vantajosa pode resultar em renda menor ou em necessidade de trabalhar por mais tempo.
Pequenas diferenças no tempo de contribuição ou na idade podem alterar o enquadramento jurídico. Além disso, o cálculo do benefício passou a considerar a média de todos os salários de contribuição, o que também influencia o valor recebido.
De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, do VLV Advogados “as regras de transição exigem análise técnica cuidadosa. Muitos segurados possuem direito a mais de uma modalidade, e a escolha inadequada pode gerar prejuízos financeiros relevantes ao longo dos anos”.
Planejamento previdenciário como ferramenta de proteção
Diante da complexidade das regras atuais, o planejamento previdenciário tornou-se ferramenta essencial. Avaliar o tempo já contribuído, simular cenários e identificar a regra mais vantajosa pode significar antecipar o benefício ou aumentar o valor da renda mensal.
Solicitar aposentadoria sem análise prévia pode levar a decisões precipitadas. Em alguns casos, aguardar alguns meses ou reorganizar contribuições pode gerar impacto positivo significativo no cálculo final.
A aposentadoria não é apenas um ato administrativo, mas uma decisão estratégica que influencia a estabilidade financeira futura. Compreender as regras vigentes e agir com orientação técnica adequada é o caminho para garantir que o direito seja exercido de forma segura e vantajosa.
Com informações de publicações em diversos sites, como https://vlvadvogados.com/idade-media-de-aposentadoria-depois-da-reforma/ e site de notícias https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc103.htm

























