
Quando Chico começou a receber as primeiras poesias do Parnaso, um senhor tradicional da cidade, impressionado com os versos, achou por bem apresentá-lo a um conhecido escritor mineiro que visitava a cidade. Ao ser apresentado, o escritor leu os sonetos de Augusto dos Anjos, Casemiro Cunha e outros e logo fez sua crítica: "Tudo é bobagem, esse rapaz é um besta!".
Mas respondeu o apresentador: "Ele tem convicção e aceitou o espiritismo como doutrina!..."
_ Pois então é uma besta espírita!
Como sempre fazia, Chico nada respondeu. Despediu-se e, à noite, em sua casa, quando orava, sua mãe apareceu e ante às palavras do filho que se julgou insultado, ela respondeu: " Não vejo insulto algum! Ao contrário, você é que foi honrado! Uma besta é um animal de trabalho e uma besta espírita está a serviço do espiritismo. Se não der coices é um elemento valioso e útil..."
Do livro: Nosso amigo Chico Xavier
Luciano da Costa e Silva






Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Independente da religião que seja,
As falas de Jesus são para a eternidade.
O que uma mão faz, a outra não precisa saber,
É um exemplo da verdadeira caridade.
Necessitamos de muito conhecimento
Para que os espertos não venham nos enganar.
Se queres um exemplo de uma das falas:
“Conhecereis a verdade, e a mesma vos libertará.”
Tem falas que necessitam de reflexão:
Se a terra é a única habitada?
E ele respondeu com uma única frase:
“Na casa do meu pai existem várias moradas.”
Existe outra fala sobre outras moradas
Que necessita raciocínio profundo.
Lhe perguntaram: “você é o rei dos judeus?”
Ele disse: “O meu reino é de outro mundo.”
Mesmo quando estava se despedindo da cruz,
Algo forte ele disse antes da sua viagem,
Uma frase que representa o perdão:
“Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem.”
Porém, a fala mais difícil de ser seguida
É a do amor recíproco que tanto escutei.
Ele falou de forma categórica:
“Amai-vos uns aos outros, como vos amei.”
E para encerrar de forma mais clara,
Demonstrando para nós a única saída,
Ele falou de um jeito muito direto:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”








Levantam-se educandários em toda a Terra.
Estabelecimentos para a instrução primária, universidades para o ensino superior.
Ao lado, porém, das instituições que visam à especialização profissional e científica, na atualidade, encontramos no templo espírita a escolada alma, ensinando a viver.
Semelhante trabalho de burilamento do espírito, porém não é novo.
Lucas, o evangelista, conta-nos que Jesus, num sábado em Nazaré, participou de uma assembleia de fiéis, junto da qual leu uma página de Isaias, com vistas à edificação dos ouvintes, provocando, aliás, acirrada discussão.
Mencionamos o fato para salientar os hábitos de estudo nas coletividades de então, porquanto, para citar o Cristo, à feição de mestre, basta recordar-lhe a palavra constantemente endereçada ao povo, tanto nas praças quanto nos recintos familiares, qual aconteceu na casa de Betânia.
No dia de Pentecostes, mensageiros sublimes prevaleceram-se das faculdades medianímicas dos continuadores diretos de Jesus e falaram, em línguas diversas, instruindo a multidão sobre assuntos de espiritualidade superior.
Sabemos que um Espírito amigo se aproximou de Felipe e solicitou-lhe a gentileza de encontrara caminho um alto funcionário etíope, a fim de ler em comunhão com ele certas passagens das Escrituras.
As cartas de Paulo aos cristãos de várias comunidades eram lidas e trocadas para as elucidações devidas, nos centros de cultura evangélica dos tempos apostólicos.
Justo assim, que as instituições espíritas, revivendo agora o cristianismo puro, sustentem estudos sistemáticos, destinados a clarear o pensamento religioso e traçar diretrizes à vida espiritual.
Atentos à sugestão confortadora de amigos, organizamos o presente volume, que consubstancia, de modo leve e ligeiro, os resultados de quarenta reuniões públicas de Doutrina Espírita, nas quais examinamos, livremente, nós, os servidores desencarnados, os ensinamentos de Allan Kardec, juntamente de nossos companheiros encarnados.
Certo, cada capítulo deixa o assunto em aberto para o exame de outros comentaristas que desejem partilhar conosco a felicidade do estudo, através do livro, de vez que, na própria palavra do apóstolo Pedro, verificamos que nenhum conceito da escritura é de interpretação particular.
Em apresentando, pois, este livro aos companheiros do mundo, recorremos à palavra do Cristo, quando nos exorta: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”.
Efetivamente, não alcançaremos a libertação verdadeira sem abolir o cativeiro da ignorância no reino do espírito. E forçoso será observar que o conhecimento é um tipo de aquisição que exige de nós caridade para conosco, porque se é possível sanar as deficiências do corpo pelas doações da beneficência, como sejam o alimento ao faminto e o remédio ao doente, a luz do espírito não se transmite nem por imposição, nem por osmose. Quem aspira entesourar os valores da própria emancipação intima à frente do Universo e da Vida, deve e precisa estudar.
Emmanuel
Uberaba, 11 de fevereiro de 1965.
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Livro: Estude e Viva
Autor Espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Capítulo: Na Escola da Alma
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
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