
Gabriela Matias, jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
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A aposentadoria por invalidez, atualmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, é um benefício previdenciário destinado a segurados que ficam incapacitados de forma definitiva para o trabalho e não podem ser reabilitados para outra atividade. Apesar de ser um direito importante de proteção social, muitas dúvidas surgem quando o assunto é como o INSS calcula o valor do benefício e por que, em alguns casos, o valor concedido é diferente do valor solicitado pelo segurado.
Essas dúvidas se tornaram ainda mais comuns após mudanças nas regras previdenciárias e pela forma como o Instituto analisa o histórico de contribuições. Entender como funciona o cálculo e quais fatores podem influenciar no resultado é fundamental para evitar surpresas e identificar possíveis erros na concessão.

Como funciona o cálculo da aposentadoria por invalidez
O cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente segue regras previdenciárias que levam em consideração o histórico de contribuições do segurado ao INSS. Em geral, o benefício é calculado a partir da média de todos os salários de contribuição registrados desde julho de 1994.
Após essa média ser apurada, aplica-se um percentual definido pela legislação previdenciária. Em muitos casos, o valor corresponde a 60% da média das contribuições, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que ultrapassar o tempo mínimo exigido.
No entanto, existe uma exceção importante: quando a incapacidade permanente decorre de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, o benefício pode corresponder a 100% da média das contribuições, o que aumenta significativamente o valor final recebido pelo segurado. Essas diferenças mostram que o cálculo não é automático e depende de fatores como tempo de contribuição, causa da incapacidade e histórico previdenciário.
Valor solicitado e valor concedido pelo INSS
Em fevereiro, avançou no Senado a proposta que prevê o fim da carência para concessão da licença-maternidade no INSS, ampliando a proteção às seguradas que, por diferentes razões, não conseguiram completar as 10 contribuições exigidas atualmente.
A medida busca evitar situações em que mulheres em condição de vulnerabilidade, especialmente trabalhadoras informais ou com histórico contributivo irregular, fiquem sem renda no momento do nascimento do filho. A proposta reforça o caráter social da Previdência e amplia a cobertura em um dos períodos mais sensíveis da vida familiar.
Caso aprovada em definitivo e sancionada, a mudança poderá reduzir significativamente o número de indeferimentos baseados exclusivamente na ausência de carência, garantindo maior segurança jurídica às seguradas.
Quando é possível revisar o valor da aposentadoria
Quando o segurado percebe que o valor concedido não corresponde ao que deveria receber, pode ser possível pedir revisão do benefício.
A revisão pode ocorrer quando existem contribuições que não foram consideradas, vínculos empregatícios ausentes no sistema ou erros no cálculo da média salarial. Nesses casos, o segurado pode solicitar a correção diretamente ao INSS ou, se necessário, buscar a revisão pela via judicial.
De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, do VLV Advogados, “muitos benefícios são concedidos com base em informações incompletas no sistema previdenciário. Por isso, é importante verificar o cálculo realizado pelo INSS e analisar se todos os períodos de contribuição foram corretamente considerados”.
A importância de acompanhar o histórico previdenciário
A aposentadoria por incapacidade permanente tem papel essencial na proteção de trabalhadores que não conseguem mais exercer suas atividades. No entanto, para que o benefício cumpra essa função, é fundamental que o cálculo seja realizado corretamente.
Manter o histórico de contribuições organizado, verificar regularmente os dados no CNIS e entender como o INSS calcula os benefícios são medidas que ajudam a evitar prejuízos financeiros.
Em muitos casos, a diferença entre o valor solicitado e o valor concedido pelo INSS não significa necessariamente que o segurado não tenha direito a um valor maior, mas sim que pode existir algum erro ou inconsistência no histórico previdenciário que precisa ser analisado com atenção.
Com informações de publicações em diversos sites, com https://vlvadvogados.com/valor-solicitado-e-valor-concedido-pelo-inss/ e site de notícias: https://web.trf3.jus.br/noticias-sjsp/Noticiar/ExibirNoticia/1891-bolsa-familia-nao-deve-integrar-calculo-da-renda-familiar







Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
“Antes mesmo de ser escrita nos livros, a história das matrizes africanas já pulsava nos tambores, na fé dos terreiros e na força de um povo que transformou dor em ancestralidade, resistência e Axé.”
Em 21 de março, o Brasil se volta para reconhecer, reverenciar e celebrar uma herança espiritual, cultural e ancestral que atravessa séculos: as Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e as Nações do Candomblé.
Instituída oficialmente em 2023, por meio de lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a data representa muito mais do que uma comemoração no calendário. Ela se tornou um marco de memória, resistência e reconhecimento para milhões de brasileiras e brasileiros que mantêm viva a fé nos Orixás, Voduns e Inkices — divindades que chegaram ao país junto com os povos africanos trazidos à força durante o período da escravidão.
Celebrar este dia é reconhecer que as religiões de matriz africana — como o Candomblé, a Umbanda, o Batuque, o Tambor de Mina, entre tantas outras expressões do sagrado afro-brasileiro — são guardiãs de saberes ancestrais profundos. Nessas tradições vivem conhecimentos sobre espiritualidade, cura, respeito à natureza, música, dança, oralidade e modos de vida comunitários que atravessaram gerações.
Durante séculos, no entanto, essas tradições foram alvo de perseguição, criminalização e preconceito. Terreiros foram invadidos, objetos sagrados apreendidos, sacerdotes e sacerdotisas presos e comunidades inteiras silenciadas pela intolerância religiosa e pelo racismo estrutural. Ainda assim, a força da ancestralidade jamais se apagou. Nos cantos, nos toques de tambor, nos rituais e nas memórias transmitidas pelos mais velhos, o Axé continuou vivo, sustentando identidades e reconstruindo dignidade.
A escolha do 21 de março também carrega um simbolismo profundo, pois coincide com o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1966. A data recorda o Massacre de Sharpeville, ocorrido na África do Sul em 1960, quando 69 pessoas negras foram assassinadas durante uma manifestação pacífica contra as leis racistas do regime do apartheid.
Assim, este dia se transforma em um poderoso chamado à memória e à consciência coletiva: lembrar o passado para construir um futuro em que fé, identidade e ancestralidade possam existir com respeito e liberdade.
Em diferentes regiões do Brasil, movimentos sociais, terreiros e organizações comunitárias utilizam essa data para fortalecer a luta por direitos e reconhecimento das comunidades tradicionais de matriz africana. Dentro desse contexto, destaca-se também o trabalho realizado pela Comissão Guiados pelo Axé, acompanhada pelo Instituto Guaicuy.
A comissão atua no processo de reparação relacionado ao desastre-crime da mineradora Vale em Brumadinho, ocorrido em 2019. Formada por lideranças religiosas de matriz africana, sacerdotes, sacerdotisas e representantes comunitários, a iniciativa busca garantir que os impactos sofridos pelos povos de terreiro também sejam reconhecidos. Muitos espaços sagrados, fontes naturais utilizadas em rituais e territórios espirituais foram afetados, revelando que a tragédia também atingiu profundamente dimensões culturais e religiosas dessas comunidades.
Neste 21 de março, prestamos homenagem às mulheres e homens que seguem firmes nessa caminhada — verdadeiros guardiões do Axé, que lutam para que justiça, memória e dignidade caminhem juntas.
No Rio de Janeiro, cidade profundamente marcada pela presença das tradições afro-brasileiras, a data também inspira reflexões, encontros e manifestações culturais. Terreiros, coletivos culturais, pesquisadores e movimentos de defesa da liberdade religiosa costumam promover rodas de conversa, celebrações espirituais, caminhadas inter-religiosas pela paz, apresentações de dança afro e rodas de capoeira.
Regiões historicamente ligadas à cultura afro-brasileira, como Madureira, Oswaldo Cruz, Irajá, a Baixada Fluminense e a região portuária conhecida como Pequena África, frequentemente se tornam espaços vivos de celebração, memória e reafirmação da identidade negra.
Mais do que uma data simbólica, o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas representa um convite à consciência coletiva. Valorizar essas tradições é reconhecer a contribuição fundamental dos povos africanos e afro-brasileiros na construção cultural, espiritual e social do Brasil.
Também é um lembrete de que o combate ao racismo religioso e à intolerância ainda é um desafio presente. Defender os terreiros e respeitar as religiões de matriz africana é defender a diversidade, a liberdade de crença e o direito de cada povo manter viva sua relação com o sagrado.
Que neste 21 de março possamos silenciar por um instante para ouvir os tambores da ancestralidade que ainda ecoam em nossos corações. Que os Orixás abençoem cada terreiro, cada filho e filha de santo, cada guardião e guardiã dessas tradições sagradas que atravessaram o tempo para chegar até nós. Que o respeito floresça onde antes houve intolerância, que a sabedoria dos mais velhos continue iluminando os caminhos e que o Axé das nossas raízes siga fortalecendo gerações. Porque enquanto houver memória, fé e comunidade, a força das matrizes africanas continuará viva, pulsante e transformadora neste país.
Axé.






- há 23 horas

Livro dos Espíritos - questão 919: - Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
Resposta: “Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor. Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
. Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
. Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste o mais alto clima de paz dentro de casa?
. Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?
. Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
. Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?
. Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?
. Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?
. Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?
. Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma? Dissipaste antigos desafetos e aversões?
. Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
. Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
. Entendes melhor a função da dor?
. Ainda cultivas alguma discreta desavença?
. Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
. Tens orado realmente?
. Teus idéias evoluíram?
. Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
. Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
. Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui!
Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
André Luiz Livro: Opinião Espírita Autores:
Emmanuel / André Luiz Médium: Chico Xavier
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