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  • há 4 horas

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Existem tantas expressões 

Por detrás de um olhar,

Que às vezes confundem

Nossa maneira de julgar.


Quantas vezes precipitamos

Em nosso amor declarar,

E ouvir o que não queríamos

Por acreditar em um olhar.


Olhar que faz o tempo parar

E nos entrega nas mãos da paixão,

Olhar que aprisiona um sorriso

E emudece a voz da razão.


Quantas vezes nos enganamos

E distanciamos da realidade,

Por acreditar na alegria

Contida no olhar da falsidade.


Olhar que manipula sentimentos

E nos entrega às fantasias,

Olhar que vê o que não existe

Por ter medo da melancolia.


E é através da sensibilidade 

Que ainda podemos afirmar,

Que a felicidade também existe

Por detrás de um olhar.



 

Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está no centro de uma reviravolta que pode abalar as estruturas do poder em Brasília. Preso desde o início de março por suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e conexões perigosas, Vorcaro deu o passo mais concreto até agora rumo a uma delação premiada que promete não poupar ninguém. Nos últimos dias, ele assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, foi transferido da penitenciária federal para a sede da PF em Brasília e abriu negociações formais para colaborar com as investigações.


Tudo começou com a troca de advogado. Vorcaro dispensou a defesa anterior e contratou José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, um especialista em delações premiadas que atuou em casos de grande impacto na Lava Jato. Essa mudança não foi casual. O novo advogado se reuniu diretamente com o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, para discutir explicitamente a possibilidade de acordo. Mendonça ouviu, analisou e deixou claro: qualquer delação só será homologada se for completa, consistente e sem proteções seletivas a aliados políticos, empresários ou figuras do Judiciário.


Na sequência, o ministro prorrogou o inquérito da Operação Compliance Zero por mais 60 dias, dando tempo para que as tratativas avancem. Na noite de 19 de março, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade com PF e PGR. Esse documento cria um ambiente protegido para que ele comece a falar, apresente provas e negocie os benefícios do acordo. Horas depois, Mendonça autorizou a transferência do preso para a superintendência da Polícia Federal na capital federal. A operação, realizada inclusive por helicóptero, facilita depoimentos reservados, acesso irrestrito a advogados e investigadores, e acelera o processo de forma dramática.


O que torna essa delação especialmente explosiva é a possibilidade de que ela venha casada, ou seja, coordenada com outro nome central do mesmo esquema: João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos. A Reag gerenciava centenas de bilhões de reais em fundos e tinha o Banco Master como cliente principal. Os dois estão sendo defendidos pelo mesmo advogado, o que alimenta a suspeita de uma colaboração conjunta. Vorcaro e Mansur poderiam cruzar informações, entregar documentos, mensagens e transações que um sozinho não conseguiria apresentar. Provas complementares tornam o acordo muito mais robusto e difícil de ser desmontado ou contestado.


Vorcaro já sinalizou que não pretende fazer acordo pela metade. Ele promete entregar todo o esquema, incluindo fatos que vão além do que a Polícia Federal já apreendeu. Isso significa que podem cair na mesa nomes de parlamentares do Centrão que teriam recebido recursos por meio de empréstimos suspeitos, doações indiretas ou favores regulatórios. Empresários envolvidos em operações financeiras duvidosas também estariam na mira. Há ainda o temor de que surjam menções a autoridades do Judiciário ou do Banco Central, com revelações sobre decisões questionáveis, contratos com familiares de ministros e possíveis interferências.


O esquema do Banco Master envolveu fraudes em escala bilionária, inflação artificial de ativos, empresas de fachada e suspeitas de lavagem de dinheiro em grande volume. O prejuízo ao Fundo Garantidor de Créditos já é imenso e o impacto no sistema financeiro pode ser devastador. Se a delação for homologada, abre-se um caminho para novas investigações com foro privilegiado no Supremo, cassações de mandatos no Congresso ou no Tribunal Superior Eleitoral, e fases adicionais de operação da Polícia Federal.


Estamos em 2026, ano pré-eleitoral. Uma delação ampla e sem filtros pode desestabilizar alianças políticas, atingir o governo Lula e o centrão, e provocar um efeito dominó maior que partes da Operação Lava Jato. O pânico em Brasília é real e justificado. Muita gente que se sentia protegida agora percebe que o jogo mudou. O processo ainda está na fase de depoimentos iniciais e validação de provas, mas o ritmo é acelerado. Se Vorcaro e possivelmente Mansur entregarem tudo o que prometem, o Brasil pode assistir ao desmoronamento de uma rede que capturou instituições e fragilizou a confiança no sistema.


Os próximos dias ou semanas serão decisivos. O que está em jogo não é apenas a punição de um banqueiro. É a possibilidade de expor como o poder econômico e político se entrelaçam de forma perigosa. Brasília prende a respiração.














 

JUNCAL


Putz, que merda é essa? Mais uma encrenca para nós e tudo bem?


O incrível acontecendo, milagrosamente deixa de ser notícia, volta a ser notícia... quem são os beneficiados?


Conseguem formar uma cortina de fumaça, para esconder quem fraudou bilhões de reais e os respingos em diversas autoridades e seus cumplices. Quem são?


Respingo grosso, pois atinge pessoas que deveriam ser ilibadas, mas que simplesmente só fazem comprovar o que já sabíamos. Coisa de maluco! 


Muita coisa aparecendo, acontecendo e fico espantado, como o dinheiro comia solto e prejudicava a tantos.


Contrato hipervalorizado nunca antes visto e que não havia razão para tanto (?). Ainda um Resort envolvendo outra figura, que também é um escândalo. Achava pouco, mas tem muito mais, inclusive para aparecer, pois investigações não param e tem vários celulares que contam histórias e ainda não foram examinados, mas sabemos de políticos, partidos e outras figuras públicas, que tomaram muito whisky, fumaram charutos, participaram de festinhas com muitas mulheres vindas do outro lado do Atlântico, onde o dinheiro realmente corria solto. 


No momento, só o ator principal e seu cunhado estão presos e o cabeça (mestre) prometendo contar histórias formalizadas em forma de delação com detalhes de toda trajetória. 


Fico no aguardo, ainda sem saber do preso que encontrava em cela da polícia, conseguir-se matar e não haver um esclarecimento claro sobre o fato. Estranho!


Do que interessa os respingos e a ação deflagada no Banco Mafra, se a prisão de Jair Bolsonaro sempre aparece em pauta, para diminuir impactos.

 

Hoje, temos um DANÇARINO, que poderia colocar impeachment de ministros, aceitar pedido de prorrogação de CPI, autorizar abertura da CPI do Banco Master e nada faz a não ser fugir e trocar conversa com aliado, que hoje ocupa a prefeitura do seu estado, participando de conversa lamentável via celular em todos os aspectos em um vazamento surpreendente. Tendo um Ministro do STF, dar prazo para prorrogação da CPI, pois o DANÇARINO no mínimo é pau mandado.

 

Uma mídia despertando com novos repertórios, repercutindo e repercutindo e repercutindo... 

Dito isso, vamos ver o repertório:

 

Peleleca correndo solto, escândalos a todo vapor, agentes envolvidos tentando salvação, um relator fazendo seu papel nas apurações, CPI’s sendo tolhidas, aposentados que foram lesados por anos, por sindicados, políticos e outros. Tudo às claras, mas caminhando ainda em passos curtos e sofrendo muitas retaliações para proteção de muitos.

 

Escândalos aqui e acola, todos os dias e nenhuma reação da população, da sociedade, tampouco das organizações e associações de segmentos da sociedade brasileiras.  


Talvez isto tudo esteja “normalizado” perante o ceticismo imposto pelo ritmo acelerado da impunidade. 


No mais; é esperar o dia seguinte, sempre com notícias bombásticas. 


E SEGUE A VIDA!



 
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