
POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
Será que Jesus sorria, ou como vemos nas imagens que buscam ilustrar o Mestre, seu semblante era sempre soturno, lúgubre e melancólico?
Mas afinal de contas, Jesus Cristo era dado ao sorriso?
O riso lhe era farto, ou estar ao seu lado era como a contemplar a triste caminhada daqueles que estão condenados ao sofrimento e à morte?
Prefiro acreditar que Jesus vivia sorrindo.
Que suas lições eram dadas em sinceridade e profundidade, mas com alegria.
Alegria manifesta.
É, deve ter sido mesmo maravilhoso ver Jesus sorrindo!
É que o riso alegre, despido de todo e qualquer traço de maldade faz tanto bem a quem ri e para quem se deixa absorver pela contagiante alegria e também começa a rir.
Ora, rir junto é riso multiplicado e riso multiplicado...
Vira gargalhada.
É, prefiro (mesmo) pensar que Jesus vivia sorrindo...
Afinal, pode a graça vir sem sem graça?
Pode a benção recebida vir desacompanhada de alegria?
Pode a alegria estar desapartada da benção?
Creio que não.
Então sorria!
Sorria mais!
Sorria sempre!
O sorriso está mais perto da fé que o contrário.
E se a benção vem pela fé, ela não chega sem alegria.
Então sorria!
E que o Eterno continue abençoando a sua vida e lhe dando muitos sorrisos e uma infinidade de razões para sorrir.
🙂








Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
A imagem do velho!
Pode ser vista de várias formas,
Ou de vários ângulos.
Depende da maneira de olhar,
Ou da maneira de enxergar.
Ou seja, a criança!
Ela enxerga a velhice
Não pela diferença de idade,
E sim pela altura das pessoas ao seu redor.
Já o adulto, ele não enxerga,
Ele apenas olha com preconceito.
Para os adultos, os mais velhos
Sempre são novos quando morrem,
E sempre são velhos para viver.
Envelhecer significa mérito de vida,
Incomodar-se com a idade dos outros;
Significa ter conceitos velhos.
Não rejuvenescemos com o tempo!
Pelo contrário, a cada segundo de vida,
Com o tempo envelhecemos.
E as piores rugas,
Não são as dos rostos,
As piores rugas!
São as que desfiguram o coração.
Pois empobrecem a alma
E assassina o respeito.
A velhice não é doença contagiosa,
A velhice é longevidade adquirida.
Viver é uma meta!
A juventude é uma passagem,
Envelhecer é um projeto de vida
E morrer? É o caminho de
Todos.








Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
O primeiro turno não foi apenas um recado eleitoral a Lula. Na leitura de parte do eleitorado, foi um aviso prévio. As urnas indicaram um nível de insatisfação maior do que aquele projetado por boa parte das pesquisas e dos comentaristas de Brasília. O eleitor sinalizou que o ciclo político atual pode estar chegando ao fim. Se essa tendência se confirmar, a carta de demissão formal será conhecida no dia 25. Até lá, resta ao campo governista tentar compreender um resultado que poucos anteciparam com clareza.
A explicação mais imediata está na economia do cotidiano. Famílias endividadas, juros elevados, pressão sobre as contas públicas, impostos que pesam sobre empresas e consumidores e uma sensação crescente de que o custo de vida não acompanha o discurso oficial. Nove dias antes do pleito, a proibição das bets apareceu como uma tentativa de responder a um problema que já vinha sendo explorado politicamente havia meses. Para o eleitor, a sequência pareceu evidente: primeiro o problema cresce, depois o governo apresenta uma resposta quando a eleição se aproxima. A estratégia, desta vez, não produziu o efeito esperado.
Há, porém, uma segunda dimensão, mais profunda. A condenação de uma cabeleireira, mãe de duas crianças, a 14 anos de prisão por ter pintado uma estátua com batom tornou-se, para muitos, símbolo de uma percepção de desproporção na aplicação da Justiça. O mérito penal específico do caso é uma questão própria do processo. O que importa politicamente é a percepção criada por ele, de que pessoas comuns, sem influência ou acesso aos círculos de poder, podem receber punições que parte da sociedade considera incompatíveis com a gravidade de seus atos.
Essa percepção foi ampliada por outros episódios envolvendo buscas e apreensões, quebras de sigilo, restrições a manifestações e prisões. O debate deixou de ser apenas jurídico e passou a ser político. O governo poderia ter adotado uma posição mais crítica em relação aos possíveis excessos apontados por seus adversários, mas preferiu manter proximidade com o Supremo Tribunal Federal. Para uma parcela do eleitorado, essa escolha teve um custo político.
O mesmo fenômeno aparece na segurança pública. O avanço de facções criminosas sobre territórios urbanos, o controle de comunidades e os ataques contra agentes públicos alimentaram a pressão por uma resposta mais dura do Estado. O debate sobre a classificação dessas organizações como terroristas permanece aberto e envolve questões jurídicas, diplomáticas e de segurança nacional. O ponto político é que parte da população entende que o Estado demorou a responder à altura do crescimento do crime organizado.
Durante anos, a política brasileira também se alimentou da divisão entre grupos sociais. Negros e brancos, homens e mulheres, nordestinos e sulistas, pobres e ricos, católicos e evangélicos. A estratégia de mobilizar identidades e conflitos sempre encontrou espaço no discurso político. Nas últimas semanas, a tentativa de transformar a religião em mais uma fronteira eleitoral mostrou que essa fórmula continua sendo utilizada. O resultado das urnas, entretanto, indica que ela não foi suficiente para eliminar a insatisfação acumulada.
Outro episódio frequentemente lembrado durante a campanha foi a declaração de Lula de que, quanto mais as pessoas estudam, menos votariam nele. A frase, independentemente da intenção original, foi interpretada por adversários como reveladora de uma contradição: um governo que depende de uma população politicamente mobilizada deveria ter como prioridade uma educação capaz de formar cidadãos críticos e independentes. A discussão é mais complexa do que uma frase isolada, mas o episódio ganhou vida própria no debate eleitoral.
O dado que mais chamou atenção foi o desempenho do bolsonarismo mesmo com Jair Bolsonaro inelegível e afastado da disputa eleitoral. A chegada de Flávio Bolsonaro ao segundo turno, caso esse seja o resultado consolidado, demonstra que o capital político associado ao sobrenome Bolsonaro permaneceu relevante. A explicação não está apenas no custo de vida ou na rejeição ao governo. Também envolve a insatisfação de parte do eleitorado com decisões do Supremo Tribunal Federal, especialmente aquelas relacionadas a inquéritos, restrições a manifestações e medidas cautelares.
O resultado também recoloca a questão do esgotamento do arranjo político que marcou as últimas décadas. A antiga polarização entre PT e PSDB estruturou boa parte da vida pública brasileira desde a redemocratização. Um lado apresentava o discurso social; o outro, a promessa de gestão econômica e responsabilidade fiscal. Apesar das diferenças, ambos disputavam dentro de um sistema político institucional que permaneceu praticamente intacto.
O PSDB perdeu espaço. O PT continua sendo uma força nacional, mas uma eventual derrota ampla, caso alcance também o Congresso e os governos estaduais, poderá representar uma mudança importante na correlação de forças. O espaço deixado por esse rearranjo não será ocupado automaticamente por uma única corrente. Caberá às novas lideranças definir se o próximo ciclo será apenas uma substituição de nomes no Palácio do Planalto ou uma discussão mais profunda sobre gastos públicos, segurança, educação, limites institucionais e garantias individuais.
Até o segundo turno, ainda há tempo de televisão, articulação política, estrutura partidária e capacidade de negociação. Mas as urnas deixaram um recado que não pode ser ignorado: uma parcela significativa do eleitorado não está mais disposta a aceitar o velho roteiro sem questionamento.
O dia 25 dirá se esse aviso prévio se transforma em mudança de governo ou se o sistema político encontrará forças para se recompor. Seja qual for o resultado, já parece evidente que o eleitorado mudou o tom da conversa. Brasília terá de aprender a ouvi-lo.


























