- há 21 minutos

"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?"
Tiago 2:14.
Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção para que se realiza serviço determinado.
Comparemos fé e obras com a planta e as construções. Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas. Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo, e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo.
Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade, mas se não dispõe de uma tenda a que se abrigue durante o aguaceiro decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.
Possuir uma fé é reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar segurança e pontualidade na execução de um compromisso. Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor. À vista disso, não nos iludamos.
Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a humana bondade. Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez.
REFLETINDO A MENSAGEM:
Ter fé não é apenas acreditar em Deus; é permitir que essa fé transforme nossas atitudes. Podemos conhecer o Evangelho, falar sobre amor, caridade e perdão, mas, se não colocamos esses ensinamentos em prática, nossa fé permanece apenas como um projeto que nunca saiu do papel.
Diariamente, Deus nos oferece oportunidades de fazer o bem: uma palavra amiga, um gesto de solidariedade, um perdão, uma escuta atenta, uma mão estendida. Nem sempre precisamos realizar grandes obras. Muitas vezes, o pequeno bem que fazemos no momento certo pode transformar o dia — ou até a vida — de alguém.
A Bondade Divina jamais nos faltará. Mas cabe a nós construir a bondade dentro de nós. Por isso, mais importante do que perguntar “Eu tenho fé?”, é perguntar: “O que estou fazendo com a fé que tenho?” Porque a verdadeira fé não apenas acredita. A verdadeira fé serve, ama e faz o bem.
Livro: Segue-me
Autor Espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Capítulo: O bem que não foi feito.
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne
Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia
Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25







Por Pr. Robérico Silva de Oliveira
Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta e Pós-graduado em Psicologia Clínica
Quem eram os levitas?
Quando ouvimos a palavra “levita”, muitas vezes pensamos imediatamente em música, louvor e instrumentos musicais. Entretanto, a história bíblica revela que os levitas desempenhavam funções muito mais amplas.
Os levitas eram descendentes de Levi, filho de Jacó e Lia, e pertenciam a uma das doze tribos de Israel. Entre os personagens conhecidos dessa linhagem estão Moisés, Arão e Miriã. Arão foi escolhido para exercer o sacerdócio, enquanto Miriã é apresentada como profetisa (Êxodo 28:1).
Ao longo da história de Israel, os levitas foram associados ao serviço do tabernáculo e, posteriormente, do templo. Sua atuação envolvia diferentes responsabilidades e demonstrava que o funcionamento de uma comunidade dependia da participação de pessoas com funções distintas.
Muito mais do que música
Entre as funções atribuídas aos levitas estavam porteiros, guardas, administradores, músicos, líderes de louvor e professores das leis de Deus.
Essa informação é importante porque, atualmente, algumas comunidades cristãs utilizam a palavra “levita” principalmente para designar integrantes de grupos de louvor.
Embora a música fizesse parte das atividades dos levitas, ela não representava a totalidade de seu trabalho. O próprio material bíblico estudado demonstra uma estrutura muito mais abrangente.
Portanto, ser levita significava assumir uma responsabilidade de serviço, e não simplesmente cantar ou tocar um instrumento.
Uma lição teológica: servir é uma vocação
Na perspectiva teológica, a história dos levitas nos conduz ao conceito de vocação.
Durante a caminhada pelo deserto, Israel passou por momentos de rebeldia e idolatria. Segundo o relato estudado, a tribo de Levi permaneceu fiel e posteriormente foi escolhida para o serviço relacionado ao santuário (Números 8:9-11).
O serviço, nesse contexto, não era simplesmente uma ocupação. Representava compromisso, responsabilidade e consagração.
Isso nos leva a uma pergunta atual:
Aquilo que fazemos todos os dias possui algum propósito além de nós mesmos?
A vida pode ser compreendida não apenas pelo que recebemos, mas também pelo que oferecemos.
Uma lição sociológica: ninguém vive sozinho
Os levitas também nos ajudam a compreender uma importante realidade social: somos interdependentes.
Eles não receberam uma porção de terra como as demais tribos. O texto estudado registra que Deus era considerado sua herança e que o restante do povo contribuía para o sustento dos levitas por meio dos dízimos. Eles também receberam cidades espalhadas pelo território de Israel.
Existia, portanto, uma relação de responsabilidade entre quem servia e quem sustentava aquele serviço.
A sociedade contemporânea funciona de maneira semelhante em muitos aspectos. Família, escola, empresa, igreja e comunidade dependem de pessoas que desempenham diferentes funções.
O professor ensina. O médico cuida. O administrador organiza. O trabalhador produz. O líder coordena. O voluntário ajuda.
Nenhuma função responsável deveria ser considerada inútil simplesmente porque não possui visibilidade.
Uma lição filosófica: qual é o sentido daquilo que fazemos
A Filosofia nos convida a ir além da pergunta “o que faço?” e perguntar:
“Por que faço?”
Essa questão muda completamente nossa maneira de enxergar o trabalho, a vocação e o serviço.
Podemos possuir talento, conhecimento e capacidade, mas o verdadeiro significado dessas habilidades aparece quando compreendemos como utilizá-las.
A história dos levitas pode ser transformada em uma reflexão sobre três perguntas fundamentais:
Quem sou?
Para que existo?
O que faço com aquilo que recebi?
Essas perguntas não possuem respostas simples, mas são fundamentais para quem deseja construir uma vida consciente e responsável.
Uma lição psicológica: identidade não é apenas função
Existe ainda uma dimensão psicológica importante.
O ser humano constrói sua identidade por meio de experiências, relações, valores, escolhas e pertencimento.
Pertencer a uma família, comunidade religiosa, profissão ou grupo social pode oferecer referências importantes para a construção da identidade. Entretanto, ninguém deve ser reduzido à função que exerce.
Uma pessoa não é apenas o seu trabalho.
Não é apenas o seu cargo.
Não é apenas sua posição social.
Não é apenas aquilo que os outros esperam dela.
A função pode expressar parte da identidade, mas não define toda a pessoa.
Nesse sentido, a história dos levitas pode estimular uma reflexão muito atual:
Estou exercendo uma função porque encontrei significado nela ou apenas porque preciso corresponder às expectativas dos outros?
O legado dos levitas
A história dos levitas também nos faz pensar sobre legado.
Legado não é apenas aquilo que deixamos depois da morte. Pode ser também aquilo que construímos diariamente na vida de outras pessoas.
Um professor deixa conhecimento.
Um pai ou uma mãe deixa valores.
Um líder deixa ensinamentos.
Um profissional deixa resultados.







- há 2 dias

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE
Assim que a pessoa morre, até sua identidade resume-se a um “corpo”. “Traga o corpo”. “Coloque o corpo no caixão. “O corpo ainda não foi liberado”... ninguém mais menciona o nome que a pessoa passou a vida toda tentando valorizar.
Portanto, não terceira idade, não seja uma pessoa morta dentro de si. Arrisque-se. Gaste o seu dinheiro com o que o faz feliz, ninguém leva dinheiro quando se transforma em “o corpo”. Ria muito. Dance, mesmo sem saber dançar. Namore, mesmo que seja em casa. Viaje. Comemore. Seja objetivo. Compareça aos convites. Evite os baixos-astrais, esses são deprimentes. Preocupe-se apenas em viver feliz, com saúde e paz. Não ligue para a conotação – velha (o) assanhada (o), esses são invejosos, maldosos. O importante é a sua vontade de viver a vida. Ser feliz. Nunca esqueça, o pior é quando a vida morre dentro de você enquanto você ainda está vivo. Assim sendo, curta muito esse evento chamado vida. Somente dessa forma prologará a substituição do seu nome por “o corpo”. E, quando isso acontecer, que seja “o corpo” valorizado pela alegria da vida que você viveu.
(Escrevi esta mensagem para tentar animar minha irmã, viúva, terceira idade, no Rio de Janeiro – Deu certo)


























