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Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
No toque do Ilú, no calor do terreiro, o dia 13 de junho se anuncia com cheiro de dendê, arruda e fumo de rolo. Para o mundo lá fora, celebra-se o santo português, o das causas perdidas e dos casamentos. Mas para nós, que guardamos a memória dos que nos antecederam, essa data é o grito sussurrado de quem precisou camuflar o sagrado para manter a própria alma viva. O sincretismo não foi submissão; foi astúcia, foi feitiço de sobrevivência.

Quando olhamos para a imagem de Santo Antônio, nossos olhos enxergam mais além. Enxergam a força dinâmica que movimenta o universo.
O Dono do Começo e o Senhor das Demandas
Na Umbanda e no Candomblé, essa data é uma imensa encruzilhada de caminhos abertos. Saudamos Exu, o primeiro que come, o mensageiro que desata nós e que, assim como o santo conhecido por achar o perdido, é quem nos devolve a dignidade e a direção quando nos sentimos sem rumo. Santo Antônio de Batalha, Antônio da Pemba... nomes que o povo usou para chamar a vibrante energia que guarda as nossas porteiras. Exu é a boca que tudo come, a palavra que cura, o movimento que a vida exige. Laroyé!
E na Bahia de todos os santos e de todos os orixás, o couro come em louvor a Ogum. O santo que virou soldado no Brasil colonial emprestou sua farda para o Senhor da Guerra Justa, o dono do ferro e das estradas. No dia 13, a espada de Ogum brilha no mesmo altar onde as velas queimam. É a certeza de que não caminhamos sós nas batalhas diárias da vida.
Patakori, Ogum!
O Abraço dos Velhos e a Doçura do Axé
E como falar desse dia sem sentir o perfume de café fresco e o abraço caloroso dos Pretos Velhos? Eles, que carregaram o peso das correntes, trazem no dia de hoje a palavra de consolo. Com suas mirongas, arrudas e lágrimas transformadas em sabedoria, nos lembram que a dor passa, mas o axé é eterno. Santo Antônio, o protetor dos humildes, caminha de mãos dadas com o Vovô e a Vovó na humildade do terreiro.
🍯 Magia de Encantamento e Abertura: O Presente de Santo Antônio de Pemba (Exu)
Para celebrar esta data e atrair a energia de prosperidade, abertura de caminhos amorosos e profissionais, e proteção, podemos preparar um Mimo (Oferenda/Sortilégio) simples, focado na energia de comunicação e fartura.
Importante: Esta é uma oferenda de linha de Umbanda/Canto de Rua, feita com amor e respeito à natureza. Pode ser firmada em uma encruzilhada aberta (em L), na mata, ou, se não puder despachar na rua, faça em um prato bonito dentro de casa e, após 24 horas, entregue aos pés de uma árvore frondosa.
Ingredientes:
1 alguidar pequeno (ou um prato de barro/louça branca)
Farinha de mandioca crua
Mel de abelha de boa qualidade
Moedas correntes (de preferência douradas, em número ímpar: 3, 5 ou 7)
1 vela bicolor (vermelha e preta) ou 1 vela branca
7 folhas de louro frescas
Cravo-da-índia (um punhado)
Como Fazer (Passo a Passo):
O Padê de Mel: No alguidar ou prato, coloque a farinha de mandioca e vá vertendo o mel por cima. Com as mãos limpas, misture a farinha com o mel, mentalizando seus caminhos se abrindo, a doçura entrando na sua vida e a fartura batendo à sua porta. Sinta a textura. Exu é elemento terra, ele molda a matéria.
A Ornamentação: Arrume a farofa de mel (padê) bem bonitinha no prato. Ao redor, crave as folhas de louro como uma coroa de vitória.
O Chamariz do Dinheiro: Limpe as moedas e enterre-as levemente no padê, com a face do valor voltada para cima. Enfeite salpicando os cravos-da-índia por cima, que trazem magnetismo e quebram inveja.
A Firmeza: Acenda a vela ao lado do prato (se for na rua, certifique-se de que está num lugar seguro).
A Oração/Invocação:
"Santo Antônio de Pemba, meu Pai Exu das Encruzilhadas, o Senhor que guarda as chaves dos meus caminhos. Neste dia 13, peço que sua força quebre as correntes que me prendem, que sua astúcia me livre das armadilhas e que seu axé traga a fartura, o amor legítimo e a paz para os meus dias. Laroyé, Exu! Axé!"
Que o dia 13 de junho traga a força do ferro de Ogum, a comunicação certeira de Exu e a resiliência pacífica dos Pretos Velhos para a sua vida!
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Verônica de Oxóssi
Sacerdotisa do Candomblé
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- há 1 dia

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” -
Jesus. (Mateus 18:20)
Compreendendo-se que cada obreiro da seara espírita cristã se incumbe de tarefa específica, é forçoso indagar, de quando em quando, a nós mesmos, o que somos no grupo de trabalho a que pertencemos:
● Uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava?
● Um companheiro assíduo às lições ou um assistente que, por desfastio, aparece de vez em vez?
● Um amigo que compreende e ajuda ou um crítico inveterado que tudo complica ou desaprova?
● Um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena?
● Um enfermeiro consagrado ao bem da comunidade ou um doente que deva ser tolerado e tratado pelos demais?
● Um manancial de auxílio ou uma charneca deserta sem benefícios para ninguém?
● Um apoio nas boas obras ou uma brecha para a influência do mal?
● Uma planta frutífera ou um parasita destruidor?
● Um esteio da paz ou um veículo da discórdia?
● Uma benção ou um problema?
Façamos semelhante observação e verificaremos, sem dificuldade, se estamos simplesmente na Doutrina Espírita ou se a Doutrina Espírita já está claramente em nós.
A Casa Espírita não é um lugar destinado apenas a recebermos auxílio; é também uma oficina de transformação moral. Nela, somos convidados a exercitar a paciência, a tolerância, a humildade e o espírito de serviço. Cada trabalhador, frequentador ou colaborador contribui para a construção do ambiente espiritual que deseja encontrar.
A conclusão do texto é especialmente significativa: não basta estar na Doutrina Espírita; é preciso permitir que a Doutrina esteja em nós, porque o verdadeiro progresso acontece quando os ensinamentos do Cristo começam a orientar nossas atitudes, palavras e sentimentos. Quando cada trabalhador se empenha em ser uma fonte de auxílio, compreensão e harmonia, o grupo se fortalece e a presença de Jesus torna-se cada vez mais viva entre todos.
Livro: Segue-me Pelo Espírito:
Emmanuel Médium: Chico Xavier
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
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ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA - Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas.
Resumo
As relações humanas constituem um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento emocional, social e profissional dos indivíduos. Entretanto, nem todas as interações contribuem positivamente para o crescimento pessoal. Algumas pessoas apresentam comportamentos tóxicos e derrotistas que podem comprometer a autoestima, a motivação e a saúde emocional daqueles que convivem com elas. Este artigo analisa características frequentemente observadas em indivíduos com comportamentos destrutivos, bem como estratégias eficazes para lidar com tais situações, fundamentando-se em princípios da psicologia, da psicanálise e da observação das dinâmicas sociais.
Palavras-chave: relações interpessoais; comportamento tóxico; derrotismo; inteligência emocional; saúde mental.
1. Introdução
A convivência humana exige habilidades emocionais e sociais capazes de promover respeito, empatia e cooperação. Contudo, observa-se que determinados indivíduos desenvolvem padrões de comportamento marcados pela crítica excessiva, negatividade constante, manipulação emocional e descrédito das capacidades alheias. Tais comportamentos podem gerar impactos significativos na vida pessoal, profissional e afetiva das pessoas que os cercam.
Nesse contexto, torna-se relevante compreender como identificar atitudes tóxicas e derrotistas, bem como desenvolver mecanismos saudáveis de enfrentamento e proteção emocional.
2. Características de Pessoas Tóxicas nas Relações Interpessoais
Embora não seja possível generalizar comportamentos humanos, algumas atitudes podem indicar dificuldades relacionais importantes. Entre elas destacam-se:
2.1 Falta de Transparência Comunicacional
A comunicação é um dos principais pilares da confiança. Quando uma pessoa utiliza mecanismos constantes de evasão, omissão ou distanciamento deliberado, pode comprometer a qualidade das relações interpessoais.
2.2 Baixa Tolerância às Diferenças
Pessoas que recorrem frequentemente ao bloqueio, à exclusão ou ao afastamento abrupto diante de divergências podem demonstrar dificuldades na gestão de conflitos e na construção de diálogos maduros.
2.3 Comportamentos de Desqualificação
Indivíduos que constantemente falam negativamente de terceiros, promovem fofocas ou tentam desconstruir a reputação de outras pessoas costumam criar ambientes emocionalmente inseguros.
Como observou Sigmund Freud:
“Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo.”
A Bíblia Sagrada em Mateus 7:16 revela:
“Pelos frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?”
As frases evidenciam que as críticas recorrentes frequentemente revelam aspectos internos de quem as profere.
2.4 Julgamentos Precipitados
Outro comportamento preocupante consiste na aceitação de narrativas sem a devida verificação dos fatos. O princípio jurídico in dubio pro reo (“na dúvida, em favor do réu”) reforça a importância da prudência e da análise equilibrada antes de emitir julgamentos.
3. O Fenômeno do Derrotismo
O derrotismo caracteriza-se pela tendência persistente de enfatizar obstáculos, minimizar possibilidades e desencorajar iniciativas. Pessoas derrotistas frequentemente utilizam expressões como:
“Isso é impossível.”
“Isso nunca dará certo.”
“Muitos já tentaram e fracassaram.”
“Você não possui experiência suficiente.”
“O custo será alto demais.”
Embora tais afirmações possam parecer cautelosas, muitas vezes funcionam como mecanismos de desmotivação, limitando a criatividade, a inovação e o desenvolvimento pessoal.
4. Estratégias para Lidar com Frases Derrotistas
A literatura sobre desenvolvimento humano sugere que a melhor forma de lidar com discursos derrotistas é identificá-los conscientemente e confrontá-los de maneira assertiva.
Entre as estratégias recomendadas destacam-se:
Manter postura crítica diante de afirmações excessivamente negativas;
Solicitar evidências concretas que sustentem as críticas apresentadas;
Evitar absorver crenças limitantes de terceiros;
Fortalecer a autoconfiança e a autonomia decisória;
Valorizar soluções em vez de concentrar-se exclusivamente nos problemas.
A comunicação assertiva permite demonstrar que contribuições construtivas são bem-vindas, enquanto discursos exclusivamente destrutivos tendem a comprometer o crescimento coletivo.
5. A Metáfora dos Ratos e das Alturas: Uma Reflexão Sobre Resiliência
Uma conhecida narrativa presente na literatura de gestão relata a experiência do piloto inglês Geoffrey de Havilland durante uma viagem aérea. Ao perceber a presença de um rato em sua aeronave, compreendeu que o animal poderia comprometer seriamente sua segurança. Em vez de retornar, decidiu elevar a altitude de voo, sabendo que os ratos não suportariam grandes alturas.
A metáfora oferece uma importante lição psicológica: diante de atitudes motivadas por inveja, maledicência, hostilidade ou críticas destrutivas, o crescimento pessoal e profissional pode constituir a resposta mais eficaz.
Assim, quando alguém:
Agride;
Ofende;
Acusa injustamente;
Critica de forma destrutiva;
Procura desestabilizar emocionalmente; a alternativa mais saudável consiste em investir no próprio desenvolvimento, elevando o nível de maturidade, conhecimento e equilíbrio emocional.
6. Considerações Finais
As relações interpessoais exercem profunda influência sobre o bem-estar psicológico dos indivíduos. Identificar comportamentos tóxicos e derrotistas não significa promover julgamentos precipitados, mas desenvolver consciência crítica para estabelecer limites saudáveis.
A construção de relacionamentos pautados pelo respeito, pela empatia e pela comunicação transparente favorece ambientes mais produtivos e emocionalmente equilibrados. Ao mesmo tempo, fortalecer a resiliência e a inteligência emocional permite enfrentar adversidades sem permitir que atitudes negativas determinem o rumo da própria trajetória.
Referências
CONGOST, Silvia. Pessoas Tóxicas. São Paulo: Planeta.
MUSSAK, Eugênio. Meta Competência. São Paulo: Integrare.
RICCI, Victoria Fontana. Colegas Tóxicos e Outros Pesadelos. São Paulo: Matrix.
SILVA, Francisco Javier S. M.; CARVALHO, Marcos R. Gestão Eficaz de Vendas. São Paulo: Atlas.
FREUD, Sigmund. Obras Completas. Diversas edições.
BÍBLIA SAGRADA. Evangelho de Mateus 7:16.



























