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Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


Muitos repetem que “Bolsonaro é igual ao Lula” ou que “todos os políticos são a mesma coisa”. É uma frase cômoda, repetida por quem quer desmobilizar a população e não quer escolher. Mas basta olhar os fatos, as trajetórias e os resultados para ver que essa equiparação é falsa. Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva representam projetos de país opostos, com métodos, valores e legados radicalmente diferentes.

 

Comece pela corrupção. O PT de Lula construiu o maior esquema de desvio de recursos públicos da história do Brasil. Mensalão, Petrolão, propinas na Petrobras, no BNDES, em obras do PAC. Bilhões desviados. Delações premiadas que mostraram um sistema organizado de compra de apoio político. Lula foi condenado em primeira e segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A anulação posterior da sentença por questões processuais não apaga os fatos nem o rastro de dinheiro público que passou por mãos petistas. Seus aliados continuam circulando nos corredores do poder como se nada tivesse acontecido.

 

Bolsonaro, por sua vez, não teve escândalo sistêmico de corrupção no governo. Não houve esquema bilionário de desvio de recursos de estatais. As investigações que atingiram ele próprio e a família, incluindo Flávio Bolsonaro, são ações seletivas e com forte viés político. O caso da “rachadinha” no gabinete de Flávio no Rio de Janeiro envolve acusações baseadas em delações questionáveis e valores relativamente modestos em comparação com os bilhões do Petrolão e, até o momento, não resultou em condenação definitiva que se compare ao padrão petista.

 

Ainda este mês, o Partido Liberal levou ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação formal denunciando uma organização criminosa que montou uma rede de cerca de 20 mil perfis falsos nas plataformas da Meta. Esses perfis foram usados para impulsionar, com anúncios pagos (o que implica milhões de reais gastos), conteúdos negativos contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo. O PL identificou inclusive 57 perfis falsos atuando de forma coordenada contra Flávio. Trata-se de lawfare digital profissional, com estrutura de organização criminosa, financiamento obscuro e objetivo claro de destruir reputações da direita.

 

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro foi eleito senador e, desde então, enfrenta uma máquina de difamação e processos que muitos enxergam como perseguição seletiva. Mesmo assim, permanece firme no Senado denunciando irregularidades e defendendo posições que desafiam o consenso da velha política. Não é protegido pelo sistema. É alvo dele, inclusive por essa rede fantasma de perfis falsos que o PL acabou de denunciar ao TSE.

 

Bolsonaro sempre defendeu a Lava Jato. Lula e o PT atacaram, enfraqueceram e depois comemoraram sua desmontagem.

 

Na economia e na gestão pública a diferença também salta aos olhos. Bolsonaro entregou reforma da Previdência, teto de gastos (mesmo com dificuldades), abertura comercial parcial e uma equipe econômica que tentou reduzir o tamanho do Estado. Durante seu mandato, antes da pandemia, o desemprego caiu e o PIB mostrou sinais de recuperação após anos de estagnação. Ele enfrentou a velha política e pagou caro por isso.

 

Lula voltou ao poder com a mesma receita de sempre. Gasto público elevado, aumento do número de funcionários, programas sociais que criam clientela eleitoral e alianças com o centrão para garantir governabilidade. O resultado histórico do PT é conhecido: crescimento artificial seguido de crise, inflação, aumento da dívida e dependência do Estado. O modelo não mudou. Só mudou a embalagem.

 

Em segurança pública a distância é ainda maior. Bolsonaro, com origem militar e discurso claro de apoio às forças de segurança, viu redução expressiva nos índices de homicídios em vários estados durante seu governo. Defendeu o direito à autodefesa, o armamento legal da população e o endurecimento penal. Não romantizou o criminoso.

 

Lula e o PT sempre priorizaram a narrativa de “direitos humanos” que, na prática, protege mais o bandido do que a vítima. Soltura de presos, redução de penas, críticas sistemáticas à polícia e, agora, volta de políticas que historicamente coincidem com aumento da violência em determinadas regiões. A diferença de abordagem é ideológica.

 

Lula resistiu quando os Estados Unidos classificaram PCC e CV como grupos terroristas. Flávio Bolsonaro atuou para conseguir essa designação. Ele propõe anistia e pacificação para enfraquecer as facções por dentro. Lula protege essas organizações com outra estratégia.

 

Nos valores e na visão de mundo o abismo é total. Bolsonaro defende a família tradicional, a liberdade religiosa, a soberania nacional e se posiciona contra agendas que considera destrutivas para a sociedade, como a ideologia de gênero nas escolas e o que chama de marxismo cultural. Seu governo aproximou o Brasil de Israel, dos Estados Unidos e de países que compartilham valores semelhantes. Ele sobreviveu a um atentado e continuou firme.

 

Lula defende alianças estratégicas com ditaduras como Venezuela, Cuba, Nicarágua e forte aproximação com a China e a Rússia. Seu governo sempre flertou com o intervencionismo estatal e com uma visão de mundo que coloca o Estado acima do indivíduo.

 

Equiparar Bolsonaro a Lula é uma forma omissa e desonesta de fazer política. Bolsonaro representa a tentativa — imperfeita, como toda tentativa humana — de romper com um modelo que já se provou corrupto, gastador e ideologicamente falido. Lula é o principal símbolo e beneficiário desse mesmo modelo. A direita, inclusive Flávio Bolsonaro, continua sendo alvo de uso estratégico do sistema jurídico e das leis como arma política, alvo midiático e agora também digital — com 20 mil perfis falsos e milhões gastos para atacar.

 

Enquanto isso, os grandes esquemas de corrupção com dinheiro público seguem impunes ou convenientemente esquecidos. A diferença não está apenas nas pessoas. Está nos projetos que defendem, nos resultados que entregaram e no preço que pagaram por desafiar ou defender o sistema. Quem diz que são iguais está, conscientemente ou não, ajudando a manter tudo como está.



 

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


 

O circo da política chegou!!!

E o país todo se prepara

Para ouvir renovadas velhas promessas

Com certeza, isso é coisa rara.

 

O MÁGICO concorre à reeleição

Prometendo ser o primeiro

A diminuir, de forma radical,

O sumiço do nosso dinheiro.

 

E quando lhe perguntam

Sobre o poder da ilusão,

Ele responde cinicamente:

"É intriga da oposição."

 

O DOMADOR aguarda ansioso

Pelo encerramento das eleições,

Pois será indicado por algum partido

Para o ministério das comunicações.

 

De imediato largará o LEÃO,

Por ser um imposto fixado.

Como ministro, terá como meta

Domar a mente do povo desinformado.

 

O TRAPEZISTA deixou claro

Que suas peripécias continuarão.

E prefere ficar sempre visível

Para o público do CENTRÃO.

 

Ele faz muitas acrobacias

Sem nenhuma preocupação.

O público que mais lhe importa

É o que lhe dá mais atenção.

 

Os artistas desse grande circo

Pelos quatro cantos estão espalhados.

E suas mentiras só são aceitas

Porque o público se tornou PALHAÇO.

 

E quando esse espetáculo se encerra

Uma frase romana em cena entrará:

“Dê circo e pão para o seu povo

E  ele nunca se rebelará."



 

Em nossas faltas, na maioria das vezes, somos imediatamente perdoados, mas não limpos.

 

Fomos perdoados pelo fel da maledicência, mas a sombra que tencionávamos esparzir, na estrada alheia, permanece dentro de nós por agoniado constrangimento.

 

Fomos perdoados pela brasa da calúnia, mas o fogo que arremessamos à cabeça do próximo passa a incendiar-nos o coração.

 

Fomos perdoados pelo corte da ofensa, mas a perda atirada aos irmãos do caminho volta incontinenti, a lanhar-nos o próprio ser.

 

Fomos perdoados pela manifestação de fraqueza, mas o desastre que provocamos é dor moral que nos segue os dias.

 

Fomos perdoados por todos aqueles a quem ferimos, no delírio da violência mas, onde estivermos, é preciso extinguir os monstros do remorso que os nossos pensamentos articulam, desarvorados.

 

Chaga que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação nesse mesmo alguém, mas será sempre chaga de aflição a pesar-nos na vida.

 

Injúria aos semelhantes é azorrague mental que nos chicoteia.

 

A serpente leva consigo a peçonha que veicula.

 

O escorpião carrega em si próprio a carga venenosa que ele mesmo segrega.

 

Ridicularizados, atacados, perseguidos ou dilacerados, evitemos o mal, mesmo quando o mal assuma a feição de dessa, porque todo mal que fizermos aos outros é mal a nós mesmos.

 

Quase sempre aqueles que passaram pelos golpes de nossa irreflexão já nos perdoaram incondicionalmente, fulgindo nos planos superiores; no entanto, pela lei de correspondência, ruminamos, por tempo indeterminado, os quadros sinistros que nós mesmos criamos.

 

Cada consciência vive e envolve entre os seus próprios reflexos.

 

É por isso que Allan Kardec afirmou, convincente, que, depois da morte, até que se redima no campo individual, “para o criminoso a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é suplício cruel”. 


Do livro: Caminho Espírita

Chico/Espíritos Diversos  

Emmanuel



 
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