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CARLA MUNIZ - Especialista em Segurança e Saúde no Trabalho - Muniz Consultoria - Soluções em Segurança do Trabalho e Gestão Ocupacional


O trabalho em altura continua sendo uma das atividades que exige maior atenção dentro da Segurança e Saúde no Trabalho. Por isso, acompanhar as atualizações da NR-35 – Trabalho em Altura é fundamental para que empresas, profissionais de SST e trabalhadores estejam alinhados às exigências legais e, principalmente, às boas práticas de prevenção.

 

A NR-35 estabelece requisitos e medidas de prevenção para o trabalho em altura, envolvendo planejamento, organização e execução das atividades, com o objetivo de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente. A norma se aplica às atividades com diferença de nível acima de 2,0 metros, quando houver risco de queda. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

 

Atualizações recentes: atenção às escadas e aos sistemas de proteção

 

Uma das atualizações relevantes ocorreu com a Portaria MTE nº 1.680, de 2 de outubro de 2025, que aprovou o Anexo III – Escadas de Uso Individual da NR-35 e também alterou requisitos relacionados aos sistemas de proteção contra quedas. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

 

Entre os pontos de destaque está a exigência de que, quando o elemento de ligação utilizado para retenção de quedas for um talabarte, este seja integrado com absorvedor de energia.

 

A norma também passou a tratar de forma mais específica do conceito de Zona Livre de Queda (ZLQ), que representa o espaço mínimo necessário para evitar que o trabalhador, após uma queda, colida com o solo, estruturas ou obstáculos. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

 

A prevenção começa antes de subir

 

Um dos principais conceitos da NR-35 é que segurança em altura não se resume ao uso do cinturão de segurança.

 

Antes da execução da atividade, é necessário avaliar as condições do trabalho, identificar os perigos, analisar os riscos e estabelecer as medidas de prevenção adequadas.

 

A organização deve considerar aspectos como:

 

* condições do local de trabalho;

* acesso e deslocamento;

* sistemas de proteção contra quedas;

* condições dos equipamentos;

* condições meteorológicas, quando aplicável;

* capacitação e autorização dos trabalhadores;

* necessidade de Análise de Risco (AR);

* Permissão de Trabalho (PT), quando aplicável;

* procedimentos de emergência e resgate.

 

A NR-35 também estabelece responsabilidades para a organização e para os trabalhadores, reforçando que o trabalho em altura somente deve ser realizado por trabalhador formalmente autorizado. (Mediador⁠)

 

Equipamento de proteção não substitui planejamento

 

Um erro ainda comum nas empresas é considerar que fornecer um cinturão tipo paraquedista significa que o trabalho está seguro.

 

Não significa.

 

O equipamento faz parte de um Sistema de Proteção Individual contra Quedas (SPIQ), mas precisa estar corretamente selecionado, instalado, utilizado, inspecionado e compatível com a atividade.

 

Além disso, é necessário avaliar a possibilidade de queda, o fator de queda, o espaço disponível e a Zona Livre de Queda.

 

Ou seja: não basta evitar a queda; é necessário reduzir as consequências caso ela aconteça. 

 

Capacitação: muito além de um certificado

 

Outro ponto fundamental é a capacitação dos trabalhadores.

 

O treinamento deve estar relacionado aos riscos reais das atividades executadas e às medidas de prevenção adotadas pela organização.

 

O trabalhador precisa compreender não apenas “como usar o cinturão”, mas também:

 

Quando utilizar? Onde conectar? Qual sistema utilizar? Qual é o ponto de ancoragem? Qual é a Zona Livre de Queda? O que fazer diante de uma emergência?

 

Conhecimento aplicado salva vidas.

 

E o resgate?

 

Não podemos falar em trabalho em altura sem falar em emergência.

 

Uma queda pode resultar em suspensão do trabalhador pelo sistema de proteção, tornando fundamental que a empresa tenha planejamento para resposta rápida e adequada.

 

Por isso, procedimentos de emergência e salvamento precisam ser compatíveis com a realidade da atividade, considerando acesso, equipamentos, equipe disponível e tempo estimado para o resgate.

 

A NR-35 trabalha justamente com essa visão preventiva: planejar antes para conseguir agir quando algo sair do previsto.

 

O papel do profissional de Segurança do Trabalho

 

Para o profissional de SST, acompanhar as atualizações da NR-35 é mais do que uma obrigação documental.

 

É necessário transformar a norma em prática.

 

Isso significa revisar:

 

* procedimentos de trabalho em altura;

* Análises de Risco;

* Permissões de Trabalho;

* treinamentos;

* autorizações;

* inspeções dos equipamentos;

* sistemas de ancoragem;

* procedimentos de emergência;

* documentação de empresas terceirizadas;

* planejamento das atividades.

 

A NR-35 deve estar integrada ao gerenciamento de riscos ocupacionais e à rotina operacional da empresa.

 

Segurança em altura é planejamento, não improviso

 

As recentes atualizações reforçam uma mensagem importante: trabalho em altura não pode ser tratado como uma atividade comum.

 

Cada acesso, cada equipamento, cada ponto de ancoragem e cada etapa da atividade precisa ser avaliado.

 

A legislação evolui porque os processos de trabalho também evoluem. Cabe às empresas acompanhar essas mudanças e transformar os requisitos legais em medidas efetivas de prevenção. 

 

Em trabalho em altura, improvisar pode custar uma vida. Planejar pode salvar uma.

 

Referência oficial

 

A versão vigente da NR-35 e suas atualizações estão disponíveis no portal do Ministério do Trabalho e Emprego. (Serviços e Informações do Brasil⁠)

 

Muniz Consultoria | Segurança do Trabalho

 

Prevenção não é apenas cumprir uma norma.

É garantir que cada trabalhador possa voltar para casa com segurança.



 

O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.


O técnico é convidado ao motor em desajuste para  os defeitos.


O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura.


O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola.


Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.


O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução; contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço.


É por essa razão que interpretando o conceito “salvar” por “livrar da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível: –” Fora da caridade não há salvação.”

 

DO LIVRO: ESPÍRITO DA VERDADE  

BEZERRA DE MENEZES



 

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Já faz tempo que aguardamos

Surgir algo excepcional.

Tanto na arte ou na cultura,

E até mesmo na área musical.

 

Entretanto, o que presenciamos,

Todos os dias, nos tele jornais,

São idiotas com poder de fala

E o poder calando intelectuais.

 

Os idiotas tomarão conta do mundo!

Disse Nelson Rodrigues. triste verdade.

Mas não será pela capacidade,

E sim, exclusivamente, pela quantidade.

 

Então eu me pergunto: que geração é essa?

Que faz contas nos dedos sem saber multiplicação.

Porém, quando acaba de "farmar" aura,

Diz, especificamente, que "farmou" um trilhão.

 

Mostra, visivelmente, um ser ridículo,

Repetindo duas palavras como refrão.

Parece que, em suas aulas de inglês,

"Six" e "seven" arranharam  sua cognição.

 

É uma disputa de gestos e trejeitos

Que contorce toda a anatomia.

Alguns se comportam como animais,

Já outros dão ataques de "epilepsia".

 

Não sei o nível dessa idiotice,

Nem o grau dessa insanidade.

Ainda bem que "farmar" aura

Só os imbecis têm exclusividade.

 

Como é difícil formar intelectuais.

Como é fácil idiotas proliferar.

Não sei se o pior é quem "farma" aura,

Quem assiste ou quem vai julgar.

 

A geração "Z" e a "Alfa"

Disputam a gíria do momento.

E o troféu para o vencedor

Terá a figura de um jumento.

 

Existem vários tipos de "farmar" aura:

Deitado, em pé, de frente e de costas.

Só poderia ser algo tão bizarro

Para definir essa geração COCA-BOSTA.



 
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